Ataques informáticos com resgate aumentaram 13%

Ataques de ransomware estão a aumentar, com o Hospital Garcia de Orta a ser o alvo mais recente. Hackers exigiram pagamento em bitcoins.

Ataques informáticos como aquele de que foi alvo, esta semana, o Hospital Garcia de Orta, em Almada, aumentaram 13%. A conclusão é da Check Point Research e resulta da análise feita a partir de informação relativa ao grupo Conti e outros dados relacionados com diferentes vítimas.

A investigação destaca que os custos efectivos de reparação de um ataque de ransomware (que envolve um pedido de resgate) superam sete vezes os valores pagos aos cibercriminosos. “A quantia pedida resulta de uma análise cuidada dos atacantes em função da receita anual das vítimas, correspondendo a entre 0,7% e 5% da mesma”, lê-se no estudo.

De acordo com o mesmo documento, a duração média de um ataque deste tipo “reduziu-se de 15 para nove dias” em 2022.

Outra das conclusões apontadas pelos analistas é que as regras-base de negociação estipuladas pelos grupos de ransomware são “claramente definidas” para serem bem-sucedidas. O que influencia o processo de negociação e as respectivas dinâmicas são “a estimativa exacta da situação financeira da vítima”, a “qualidade dos dados roubados”, a “reputação do grupo de ransomware”, a “insegurança cibernética” e ainda a “abordagem a interesses dos negociantes da vítima”.

Na última terça-feira, o Hospital Garcia de Orta foi precisamente uma destas vítimas. Foi atacado por hackers que exigiram um resgate financeiro para devolverem o acesso aos dados, pago em bitcoins, de acordo com o noticiado pela CNN Portugal.

Perante o ataque, o hospital activou de imediato o protocolo de segurança, entrando em contacto com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), que acompanha a situação. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Apesar dos esforços desenvolvidos, o ataque causou transtorno aos utentes, que viram consultas e exames adiados.

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