Ascensão dos talibãs ao poder é desafio para redes sociais

No Twitter, há membros do grupo fundamentalista com conta activa. Facebook já deixou claro que classifica talibãs como movimento terrorista.



A rápida ascensão dos talibãs ao poder no Afeganistão representa um desafio para as redes sociais na gestão de conteúdos partilhados por um grupo que é visto por muitos Governos como “terrorista’”. Muito mudou desde a última vez que o grupo fundamentalista liderou o país e agora a informação é também divulgada através destas plataformas. Mas, numa altura em que Donald Trump continua banido das redes sociais - devido às publicações que fez durante a invasão ao Capitólio - surgem questões sobre porque continuam membros dos talibãs com acesso a estas plataformas.

Na segunda-feira, o porta-voz dos talibãs, que tem milhares de seguidores, fez diversas publicações durante a ofensiva. Questionada pela Reuters, a empresa salientou as suas políticas quanto a organizações violentas mas não respondeu a questões sobre como as classifica. As regras da rede social indicam que não são permitidos grupos que promovam terrorismo ou violência contra civis. Algo que, segundo a rede social, a conta do porta-voz dos talibãs não fez.

Já a rede social Facebook - que detém também o Instagram e o WhatsApp - deixou claro que designa os talibãs como um grupo terroristas e, como tal, estão banidos das redes sociais lideradas por Zuckerberg. Isto significa que são removidas contas mantidas por ou em nome do grupo fundamentalista.

Contudo, de acordo com o Al Jazeera, há membros dos talibãs que continuam a usar o WhatsApp - plataforma de mensagens privadas - para comunicar directamente com afegãos.

Um porta-voz da rede social liderada por Mark Zuckerberg garantiu que a empresa está a monitorizar a situação no país e que o serviço de mensagens tomaria medidas contra qualquer conta vinculada a organizações sancionadas no Afeganistão.

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