Senado

Uma solução à direita para salvar Portugal

Bruno Bobone


Estamos sem saber que futuro esperamos.

O Governo de Portugal caiu porque o Governo de Portugal decidiu que era mais importante a ideologia de esquerda do que tratar bem o país que lhe deu a responsabilidade de o governar.

Aquilo que começou por ser uma forma de chegar ao poder, e que poderia ter sido apenas isso, acabou por crescer, como qualquer praga que em vez de ser combatida foi alimentada.

E foi isso que nos aconteceu.

Quando o país mais precisava de estabilidade e de liderança, depois das dificuldades vividas nos últimos dois anos, quando nos vão entregar uma enorme quantidade de dinheiro para ser investido na recuperação da nossa economia, Portugal vai perder-se na luta partidária, na divisão entre a população e na dispersão da nossa atenção, arriscando perder grande parte dessa oportunidade de se reinventar como país de futuro.

E tudo isso porque tivemos um Governo que decidiu entregar-se aos partidos da extrema-esquerda, cedendo-lhes em tudo o que tratou de desestruturar os valores da sociedade portuguesa, apenas com o intuito de aprovar os orçamentos.

Pôs em causa aquilo que é determinante do nosso caminho futuro, apenas para fazer passar o orçamento de cada ano e para não ter de abdicar da sua arrogância e não ter de trabalhar e negociar com os partidos que, como o partido do Governo, defendem esses mesmos valores.

E tudo isto porque se apercebeu de que, não tendo uma maioria para governar sem ser vistoriado, só a venda desses valores a quem nada mais sabe fazer do que destruir o que durante séculos foi construído lhe permitiria uma gestão do erário público sem controlo.

O estado em que se encontra a dívida portuguesa, com uma nuvem pesada da inflação que está a chegar, a par das ineficiências e incompetências de uma chusma de amigos lançados nos lugares em que deveriam proceder ao acompanhamento e controlo das diferentes áreas de actividade económica, deixam o país numa situação extraordinariamente difícil para os anos que aí vêm.

É neste enquadramento que partimos para um tempo de eleições, em que a direita deveria estar preparada para assumir a sua responsabilidade de ser alternativa democrática a esta dramática situação. E também aqui nos vemos numa encruzilhada de novos e velhos projectos, com maior ou menor impacto, com maiores e menores divisões internas, mas que reflectem uma dispersão absolutamente incomportável para quem quiser verdadeiramente contribuir para liderar este nosso país.

O tempo é curto, as soluções são parcas, mas é fundamental encontrarmos um projecto para salvar Portugal.

É agora o momento de nos envolvermos todos, de estarmos disponíveis para nos juntarmos, de sermos capazes de servir e não permitir que se sirvam, nem de nós nem do nosso país.

O povo é sempre razoável e sabe que é tempo de voltar a cuidar desta nossa casa, temos de ser capazes de dar ao povo a oportunidade que ele procura para poder votar. Sem uma solução única, de união, de sentido de servir e de ser responsável, só iremos a mais do mesmo. A governos que serão liderados por quem já nos liderou até aqui, ou mesmo com soluções ainda mais ideológicas, a caminho de mais uma bancarrota e de um novo período de resgate.

Entregamo-nos nas mãos daqueles que nos trarão de novo sofrimento e dor para manter Portugal.

Não tem de ser assim. Podemos juntar-nos, deixar de lado os projectos individuais e defender este país, que é eterno, mas que merece muito mais e muito melhor: uma solução à direita para salvar Portugal.