Vinte anos depois, disputa entre PS e PSD volta a ser taco a taco

Em 2002, Durão Barroso venceu as eleições legislativas (provocadas pela demissão de António Guterres) por uma margem curta. Duas décadas volvidas, o confronto entre os principais partidos volta a ser renhido, num contexto em que a incerteza é a única certeza.



Depois de uma derrota do PS nas autárquicas de 2001, os portugueses foram surpreendidos, a 17 de Dezembro desse ano, pelo anúncio de demissão do então primeiro-ministro, António Guterres - uma decisão tomada para evitar o “pântano político”, justificou, atirando o país para legislativas antecipadas. Ao leme do PS, Ferro Rodrigues perdeu a eleição, em Março de 2002, para Durão Barroso por escassa margem (o PSD obteve 40,15% dos votos e o PS 37,84%), consumando-se uma reviravolta no Parlamento: os socialistas viram reduzido o número de mandatos de 115 para 96; e o PSD aumentou a representação de 81 para 105.

Vinte anos depois dessa “honrosa derrota” socialista (como lhe chamou Ferro), a luta entre os dois principais partidos volta a estar taco a taco e já ninguém arrisca dizer quem vai ganhar a corrida a São Bento.

As últimas sondagens foram mostrando a aproximação entre as duas forças políticas, alcançando o PSD, pela primeira vez, uma ligeira vantagem em relação ao partido liderado por António Costa, ao reunir 34,4% das intenções de voto contra 33,8% do PS, segundo dados da Aximage divulgados cinco dias antes do sufrágio. Conseguirá o PSD virar o jogo a seu favor, como fez há duas décadas?

Entre os dois actos eleitorais há semelhanças, mas também muitas diferenças. Ao NOVO, Marques Mendes, então cabeça-de-lista por Aveiro, recorda que as eleições de 2002 foram, talvez, as “mais competitivas”, as “mais renhidas” e “mais taco a taco” dos últimos 20 anos. “Daí para cá, nunca mais houve um resultado tão próximo.” Mas as eleições de domingo podem garantir uma entrada nesse ranking. “Antevejo que o resultado vá ser muito próximo, ganhando o PSD ou o PS”, prevê, sem apostar na vitória de um ou do outro. Politólogos ouvidos pelo NOVO também não arriscam um desfecho. “Ninguém é capaz de fazer uma previsão, o que é bom, porque, assim, o povo manda mais”, frisa José Adelino Maltez.

Leia o artigo na íntegra na edição em papel que está esta sexta-feira nas bancas.

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