Ventura cabeça-de-lista por Lisboa e já tem nomes para Faro, Santarém e Viseu

André Ventura anunciou que será o cabeça-de-lista do Chega às legislativas por Lisboa e revelou quais as escolhas para liderarem a corrida às urnas em Faro, Santarém e Viseu. Nas próximas eleições, o Chega mantém o objectivo de se afirmar como “a terceira força nacional”.



André Ventura levantou um pouco o véu, esta sexta-feira, sobre as listas eleitorais na corrida às legislativas, anunciando alguns cabeças-de-lista, os mandatários e os coordenadores do programa eleitoral e da juventude. Em conferência de imprensa na sede do Chega, em Lisboa, o dirigente reforçou ainda o objectivo do partido para o dia 30 de Janeiro: “Afirmar-se como a terceira força nacional.”

André Ventura – sem surpresas – será o cabeça-de-lista pelo círculo eleitoral de Lisboa e levará consigo Pedro Pessanha, presidente da distrital da capital, que irá ocupar o quarto lugar. Ao que tudo indica, “segundo as sondagens, este será um lugar elegível para me acompanhar no hemiciclo ao longo da próxima legislatura”, indicou.

Em Faro é Pedro Pinto, secretário-geral, quem vai liderar a lista às legislativas, enquanto em Santarém é Pedro Frazão, vice-presidente do partido e vereador no distrito, o eleito por Ventura.

João Tilly, presidente da distrital de Viseu, é aposta do Chega no distrito, enquanto no círculo eleitoral da Europa o escolhido para encabeçar a lista é José Dias Fernandes, outro dos elementos que integram o conselho nacional. Pelo círculo eleitoral de fora da Europa, o primeiro lugar da lista é reservado a João Janela Batista.

O líder partidário anunciou também que Gabriel Mithá Ribeiro, vice-presidente do Chega, será o coordenador nacional do programa eleitoral – um programa descrito por Ventura como “moderno, capaz de responder às questões da economia, da justiça, olhando para sectores fundamentais como a educação e a saúde. Um programa não socialista para o desenvolvimento de Portugal”.

O economista Pedro Arroja foi o escolhido por Ventura para ser o mandatário nacional e será também candidato às eleições, pese embora ainda não se saiba que lista irá integrar. Rita Matias, vogal da direcção nacional, será mandatária para a juventude. Destaque ainda para Rui Paulo Sousa, vogal da direcção e coordenador da comissão de ética, que será novamente o mandatário financeiro e candidato às eleições de 2022.

Apelando ao voto no Chega, o dirigente defendeu que “votar no PSD é votar no PS número dois. Nas próximas eleições, o Chega quer forçar um governo de direita e não permitir um bloco central PS/PSD. Qualquer resultado acima dos 10% por parte do Chega obrigará o futuro governo a ter em conta as transformações que este partido quer operar na sociedade portuguesa”.

Na corrida que se avizinha, o Chega não irá abdicar de “defender as bandeiras da redução dos impostos, a castração química de pedófilos, a prisão perpétua e combater que haja minoria acima da lei em Portugal”.

O líder partidário deixou ainda a garantia de que os restantes elementos das listas eleitorais serão conhecidos nas próximas semanas.

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