Tsunâmi europeu alavanca o Chega? Ventura quer governar já em 2026

Resultados do partido de Marine Le Pen, que elegeu 89 deputados nas legislativas francesas, e do Vox de Santiago Abascal nas eleições regionais da Andaluzia levam André Ventura a dizer que “está em curso uma reconfiguração política da Europa”. Embalado pelo triunfo dos seus parceiros da extrema-direita, o líder do Chega quer chegar mais longe e lança um desafio ambicioso: “Queremos governar Portugal e esperamos atingir essa meta já em 2026.” Politólogos analisam crescimento desses partidos na Europa e em Portugal

Marine Le Pen foi dos oito aos 89 deputados após a segunda volta das legislativas francesas do passado domingo, provocando um “tsunâmi” na Assembleia Nacional, como lhe chamou o presidente interino da Reunião Nacional. A candidata presidencial levou o seu partido a “celebrar o melhor resultado da história da extrema-direita” e ajudou a tirar a maioria absoluta a Macron. Num dia de vitórias para a direita radical, também o Vox se afirmou como a terceira força na Andaluzia. Com esta facção política a ganhar cada vez mais terreno, irá o Chega beneficiar do impulso dos parceiros europeus?

André Ventura, que tem contado com o apoio de Le Pen e Santiago Abascal, líder do Vox, não tem dúvidas de que estes triunfos vão projectar o Chega na cena política nacional. “Já somos a terceira maior força política nacional, à semelhança de muitos dos nossos parceiros no ID Europe (Identidade e Democracia Europeia). É evidente que estes resultados internacionais alavancam o Chega”, diz ao NOVO.

O líder partidário vai mais longe e, motivado pelo ciclo de conquistas da extrema-direita, lança um desafio ambicioso: “O Chega quer governar Portugal e esperamos atingir essa meta já em 2026.”

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, esta sexta-feira, dia 24 de Junho nas bancas.

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