Tribunal Constitucional: PDR dá lugar ao ADN

A partir de segunda-feira, o Partido Democrático Republicano (PDR) passa a chamar-se Alternativa Democrática Nacional (ADN). É uma nova vida para esta força política que se diz mais inclusiva, até para incluir monárquicos. O líder, Bruno Fialho, garante que o partido será menos presidencialista e mais democrático. Na lista de bandeiras estão a redução do número de deputados e a eliminação das subvenções vitalícias dos políticos.



Foram meses de avaliação e preparação da alteração dos estatutos, de submissões de processos no Tribunal Constitucional, mas já há decisão final dos juízes do Palácio Ratton: o Partido Democrático Republicano, cujo rosto principal chegou a ser Marinho e Pinto, é agora a Alternativa Democrática Nacional (ADN).

Assim, só falta mesmo que o acórdão do Constitucional seja publicado em Diário da República, previsivelmente na próxima segunda-feira, para que seja apresentado um novo logótipo, nome, site e bandeiras desta força política reestruturada. Bruno Fialho, o líder do PDR, diz ao NOVO que se trata, de facto, de “uma nova vida” que não resulta apenas da mudança de nome. Quebram-se também algumas barreiras. “Somos muito mais inclusivos e não colocamos uma espada a matar nos monárquicos. O nome ‘Republicano’ afastava também muita gente”, assegura o dirigente.

No rol de bandeiras políticas, Bruno Fialho elenca as traves-mestras, algumas bastantes polémicas. À cabeça estão temas como a defesa da classe média, a que “mais está a ser sufocada no país”, com a promessa de mais apoios e de um cheque escolar para que os pais possam decidir se os filhos devem estudar na escola pública ou no privado. Na área social, o ADN propõe-se combater o flagelo da pobreza e dos sem-abrigo, com o objectivo de rever apoios a associações.

A nível ideológico haverá um combate também à ideologia de género e um ataque feroz à premissa de a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento ser obrigatória.

Quanto ao sistema político, o dirigente defende a redução do número de deputados no Parlamento (ainda não tem o número certo), associada também a uma maior descentralização de competências, a “verdadeira regionalização”. E sobre as subvenções vitalícias de políticos, Bruno Fialho atira para a sua “eliminação”.

Questionado sobre o facto de esta medida poder ser inconstitucional, o responsável partidário tem resposta pronta: “Se for considerado inconstitucional, mude-se a Constituição”, porque estes benefícios não são “admissíveis” perante um “povo com fome”. Por fim, o ADN vai insistir na criminalização do enriquecimento ilícito.

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