Socialistas admitem que Costa Silva está fragilizado

Ministro da Economia cada vez mais isolado dentro do Governo. Nenhum socialista se mostrou solidário com António Costa Silva depois de ter sido desautorizado por vários governantes. “Assistimos a um processo de bullying político”, diz o dirigente socialista Daniel Adrião. PSD acredita que “está a ser triturado pela máquina socialista”.



A semana não podia ter corrido pior ao ministro da Economia. Depois de ter defendido “uma redução transversal do IRC”, António Costa Silva foi desautorizado por vários colegas de Governo e deputados do PS. Os socialistas admitem que o ministro independente saiu “fragilizado” deste episódio e estão preocupados com os sucessivos casos de descoordenação dentro do Governo. “Dá uma imagem de desnorte e falta de coordenação. Há um grande desconforto dentro do partido em relação a um conjunto de episódios que revelam falta de coordenação”, diz um dirigente do PS.

Os socialistas ouvidos pelo NOVO admitem que a descida transversal do IRC esteve em cima da mesa e foi alvo de estudos, mas acusam o ministro de “precipitação” e de falar antes do tempo. Dentro do Governo também foi evidente o desconforto. Primeiro foi o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais a contrariar o ministro. “Temos de continuar a ser selectivos na forma como orientamos a nossa política fiscal. Não estamos em condições, nem precisamos, de fazer choques fiscais”, disse António Mendonça Mendes.

No dia seguinte, foi a vez de o ministro das Finanças mandar calar o seu colega de Governo, porque não é “adequado nesta fase, em que decorrem negociações com os parceiros sociais, esta ou aquela posição sobre esta ou aquela matéria“. E, por último, foi o próprio secretário de Estado da Economia, João Neves, a defender, em declarações ao jornal ECO, que “agir em IRC para resolver um problema de curtíssimo prazo é um erro”.

Com a guerra instalada entre governantes, alguns deputados socialistas vieram lembrar que o programa do Governo não prevê uma descida transversal do IRC, mas desagravamentos selectivos para as empresas que invistam na economia e “favoreçam as boas práticas salariais”.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, este sábado, dia 24 de Setembro, nas bancas.

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