SNS. Rio acusa PS de “falta de argumentos” e de “tentativa de intoxicação das pessoas”

Líder social-democrata reagiu à ideia replicada pelo PS nas redes sociais de que o PSD “quer o fim do SNS tendencialmente gratuito”. “Se continuar a enfraquecer, o PS ‘é menino’ para continuar a inventar o que achar que lhe dá jeito”, acusa Rio.



O presidente do PSD, Rui Rio, recorreu esta sexta-feira ao Twitter para acusar o PS de, na falta de argumentos, tentar “intoxicar” os eleitores relativamente ao que propõe o Partido Social Democrata para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), assinalando que o mesmo já aconteceu em relação a outros temas.

“Na falta de argumentos, temos a tentativa de intoxicação das pessoas”, escreveu Rui Rio no Twitter, no rescaldo do duelo com António Costa. Em causa está a ideia replicada nas redes sociais do PS, depois do debate, de que o “PSD defende o fim do SNS tendencialmente gratuito”.

“Esta vai, aliás, na mesma linha de que o PSD defende a prisão perpétua ou a privatização da Segurança Social”, ironizou Rio, rematando ainda: “Se continuar a enfraquecer, o PS ‘é menino’ para continuar a inventar o que achar que lhe dá jeito.”

Quando debatiam o tema da saúde, António Costa socorreu-se de um ponto do documento do PSD com as linhas gerais para uma revisão constitucional, assinalando que os sociais-democratas pretendem substituir a norma que consagra um SNS “tendencialmente gratuito” por uma formulação a estabelecer que o acesso “em caso algum pode ser recusado por insuficiência de meios económicos”. “Só há uma explicação: pretendem que a classe média, que hoje beneficia de [o SNS] ser tendencialmente gratuito, tenha de passar a pagar os cuidados de saúde”, sustentou.

Por seu turno, Rio admitiu que houve um debate interno sobre esse artigo em concreto e esclareceu que se chegou “à conclusão de que essa é uma formulação mais adequada”, importando “distinguir entre os que podem e aqueles que não podem”. “É uma nuance”, acrescentou.

Insistindo no tema, Costa considerou tratar-se de “uma bravata ideológica com grandes consequências” e defendeu que isso significaria abrir caminho a “serviços mínimos para remediados e serviços bons para quem tem posses”.

Rejeitando essa ideia e afirmando-se defensor do SNS, assim como de um sistema público de segurança social, Rio procurou destacar os custos que muitos portugueses “pagam hoje com a fraca resposta que dá o SNS”. ”Ó doutor Rui Rio, fraca resposta? Depois do que o SNS fez pelos nossos compatriotas durante esta pandemia?”, reagiu o socialista.

Na resposta, o presidente do PSD atirou: “Não vale a pena fazer teatro, porque nós sabemos quais são os resultados do SNS. E se há mais de quatro milhões de portugueses que têm ADSE ou seguro de saúde é justamente porque o SNS não dá resposta, não dá o acesso de que as pessoas precisam.”

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