SNS: Marcelo considera que o problema é estrutural e não basta apagar “fogos pontuais”

Presidente da República defende que o Serviço Nacional de Saúde “tem enfrentado pressões como nunca tinha enfrentado” e considera que se deve ter uma “visão de conjunto”.



O Presidente da República defendeu esta segunda-feira que é preciso uma “visão de conjunto” para superar os problemas do Serviço Nacional de Saúde, mas optou por frisar que “o problema de fundo é estrutural, não é sequer de um governo, dois, três ou quatro”.

Marcelo Rebelo de Sousa colocou assim de parte a demissão da ministra da Saúde, Marta Temido, porque “o problema não é da pessoa A, da pessoa B ou da pessoa C”, insistindo que “o fundamental são as políticas” ou “é um bocadinho de haver políticas diferentes entre governos, isto exige uma certa estabilidade de políticas”. O aviso estava dado, em declarações feitas pelo chefe do Estado sobre a crise nas urgências de obstetrícia e ginecologia.

O Presidente falava à margem da conferência sobre os dez anos do Conselho das Finanças Públicas e deixou outro aviso, realçando que as soluções não podem resumir-se a medidas pontuais: “Vamos apagando os fogos, apaga-se esta semana um fogo, daqui a 15 dias apaga-se outro fogo. O grande problema disso é que acaba por se apagar fogos sectoriais pontuais e a questão de fundo vai sendo empurrada com a barriga para a frente.”

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