Sindicatos: vem aí um Outono quente

Numa altura em que o executivo socialista já prepara o Orçamento do Estado para 2023, as centrais sindicais deixam um sério aviso: se as reivindicações não forem acauteladas e o Governo não mostrar sinal de diálogo na concertação social, os próximos meses serão agitados. Na função pública, o tom é mais duro e fica um alerta da FESAP, afecta à UGT: “Se não houver respostas, sai tudo à rua”.

A estagnação dos salários face ao aumento da inflação está no topo da lista de preocupações das duas centrais sindicais. Na administração pública, a insatisfação é antiga e, se não houver medidas concretas que as pessoas sintam no bolso, antevê-se já um “Outono quente” ou o prolongamento de um Verão quente (e não estamos a falar da temperatura).

O secretário-geral da FESAP, José Abraão, ainda tem bem presentes as últimas palavras de António Costa na comissão nacional dos socialistas que se realizou há um mês. O primeiro-ministro, na qualidade de líder do PS, lembrou que as preocupações do seu partido não deveriam prender-se com a bolha política e mediática, mas com o custo de vida, o SNS ou a abertura do ano lectivo. De lá para cá, pouco mudou no custo de vida, mas o sindicalista (que também é socialista) deixa um sério aviso ao Executivo: “Se não houver respostas aos problemas da administração pública, que se vai degradando com o tempo, seguramente vamos ter um Outono quente.”

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, este sábado, dia 13 de Agosto, nas bancas.

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