Rui Tavares: “É errado considerar que houve só uma falha administrativa” no Russiagate

Do “jogo de sombras” da geringonça à coligação com o PS em Lisboa, o ex-eurodeputado visita todos os temas. Com cautela, lá deixa escapar que o caso da cedência de dados de manifestantes à embaixada russa não se resume a um problema burocrático. Do Chega, que nunca nomeia, diz ser “mais extremista” do que a Frente Nacional de Marine Le Pen.

Na óptica de Rui Tavares, fundador do Livre é “absurdo” analisar o caso da cedência de dados de manifestantes por parte da Câmara Municipal de Lisboa à embaixada e ao governo russos como se houvesse alguma “espécie de conluio”. No entanto, o antigo eurodeputado destoa do presidente da autarquia lisboeta - com o qual vai coligado às próximas eleições -, vincando ser “errado considerar que houve só uma falha administrativa” no chamado #Russiagate.

Na Conversa Soão (rubrica de entrevistas do NOVO), que poderá ler na íntegra na edição impressa desta semana, Rui Tavares mostra-se avesso a um entendimento com o PS para as legislativas de 2023, apesar do acordo com Medina na capital, que o deverá levar a um cargo de vereação.

O historiador passa ainda em revista os últimos anos do Livre, aborda as polémicas cisões com Francisco Louçã e com Joacine Katar Moreira e mostra-se favorável à ilegalização do Chega, que classifica como “mais extremista” do que a Frente Nacional de Marine Le Pen. “É preciso ir para o Leste europeu para encontrar mais extremista”, observa.

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