Rui Rio: “O povo não vota em quem grita mais contra o Governo”

Presidente do PSD discursou mais de meia hora para defender a “fiabilidade “ da sua estratégia na oposição e deixou indirectas a Paulo Rangel, o seu adversário.



TÓPICOS

O conselho nacional do PSD começou com a intervenção do líder do PSD a puxar pelos resultados eleitorais das autárquicas e a olhar para as legislativas, porque as “eleições ganham-se ao centro” e o que é preciso é “roubar votos” ao PS.

Com as autárquicas completou-se um ciclo e agora “a porta ficou mais aberta para a única eleição que falta que são as legislativas”, advogou Rui Rio, presidente social-democrata.

Na sua longa intervenção, Rui Rio considerou que “o povo não vota em quem grita mais contra o Governo que está, o povo vota em quem é fiável, em quem sente que pode confiar, em quem se comporta de acordo com o que é lugar que disputa. Se o lugar é de primeiro-ministro, vota em alguém que tem comportamento coincidente com o que entende que deve ser o de primeiro-ministro”. Dito de outra forma, lançou uma farpa a Paulo Rangel, por ser apontado como alguém que tem um registo mais assertivo para fazer oposição (e desgastar o PS).

Pelo caminho, Rui Rio fez ainda uma reflexão sobre as propostas do PSD para a revisão constitucional e até sugeriu que se deveria rever os próprios estatutos internos do PSD e o calendário de “ano sim, ano não” das eleições directas no partido.

Ler mais
PUB