Rui Rio critica salário e pagamento de favores do PS a Pedro Adão e Silva

Comissário dos 50 anos do 25 de Abril vai receber cerca de 4500 mensais até Dezembro de 2026.



O líder do PSD usou o Twitter para criticar a nomeação do ex-dirigente socialista Pedro Adão e Silva para comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, que vão decorrer de 24 de Março de 2022 a 12 de Dezembro de 2026.

“O PS tem os seus ‘comentadores independentes’ espalhados pelos diversos canais para vender a propaganda socialista e tentar destruir os adversários... mas esse trabalhinho tem um preço. Chegou a vez de Pedro Adão e Silva receber a compensação. Pagamos nós; com os nossos impostos”, escreveu o presidente social-democrata.

Pedro Adão e Silva, que presidente à comissão executiva, foi nomeado pelo primeiro-ministro, e vai receber cerca 4500 euros brutos mensais por desempenhar esta função durante até 2026.

Para levar a cabo o programa das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, Pedro Adão e Silva terá também um adjunto. Os dois são equiparados, “para efeitos remuneratórios e de competências, a dirigentes superiores de 1º e 2º graus, respectivamente”, ou seja, receberão 4 225 euros e 3 768 euros.

Além disso, Adão e Silva terá um gabinete de apoio, com um máximo de oito elementos: três adjuntos, três técnicos especialistas, um secretário pessoal e um motorista.

De acordo com o Diário da República de 4 de Julho, são ainda criados outros dois órgãos, “com composições e funções distintas”. Um deles é a Comissão Nacional, nomeada pelo chefe do Estado, a que irá presidir o ex-Presidente da República António Ramalho Eanes.

Haverá ainda um conselho geral, que será constituído por um presidente e terá entre a seis a 10 elementos, a designar pelo primeiro-ministro. Estas duas estruturas, ao contrário da comissão executiva, não são remuneradas.

Pedro Adão e Silva deve apresentar semestralmente ao conselho Geral e à Comissão Nacional relatórios sobre a actividade desenvolvida pela Estrutura de Missão, bem como um relatório final quando terminar o mandato.

Adão Silva é professor auxiliar do departamento de ciência política e políticas públicas no ISCTE, onde dirige o Doutoramento em Políticas Públicas. Faz comentário político em vários órgãos de comunicação, como RTP, TSF e Expresso.

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