Rio para Ventura: “O anel para ir ao Rivoli, não, não vou aceitar”

Líder do PSD volta a colocar Chega fora da equação de um governo e respondeu ao líder do Chega, que lhe quis dedicar o “anel de rubi” de Rui Veloso.



No tudo por tudo para convencer os eleitores, o líder do PSD escolheu Lisboa para fechar a campanha eleitoral. No primeiro ponto da viagem, após uma reunião com a Liga de Bombeiros, Rui Rio começou por desvalorizar as sondagens. E até foi irónico, recordando as das autárquicas em Lisboa. “[Para o PS] foi mesmo esmagadora, mas depois perdeu”, recordou o presidente social-democrata para arrumar o assunto e insistir que “ninguém acredita em sondagens”.

Com a incerteza sobre quem vencerá as eleições deste domingo, Rui Rio voltou a ser confrontado com a sua relação com o Chega e até com o convite de André Ventura, na véspera, num comício. O líder do Chega cantou, desafinado, a canção “Anel de Rubi”, de Rui Veloso. E quis oferecer o “anel” a Rio. E o presidente laranja recusou: “O anel para ir ao Rivoli? Não, não vou aceitar.” Rio até recordou que Ventura cantou “com uma voz fraca”.

Sobre a relação com o Chega, o presidente do PSD voltou a clarificar a situação, numa resposta às críticas do PS: “O Chega vai eleger deputados – não sei quantos –, e eles, perante cada circunstância, terão de votar. Nós em circunstância alguma podemos dizer que se esses deputados votarem a favor de um diploma do PSD ou de um governo do PSD, nós retiramos o diploma porque não queremos aqueles votos. Isso não existe.”

Esclarecimentos dados, Rui Rio fecha a lista de acções de campanha com uma arruada no Chiado para a qual todos os ex-líderes do PSD receberam um convite, incluindo Pedro Santana Lopes, que se desfiliou em 2018.

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