Rio cumprirá programa de reestruturação da TAP se sair vencedor das legislativas

Apesar de ser a favor da privatização da companhia aérea, líder dos sociais-democratas aponta que seria “completa irracionalidade” não cumprir o plano.



Se sair vencedor das eleições legislativas de dia 30 de Janeiro, Rui Rio cumprirá o programa de financiamento da TAP aprovado pela União Europeia. A garantia foi dada esta sexta-feira pelo presidente do Partido Social Democrata (PSD), em Torres Vedras, onde, no âmbito da pré-campanha eleitoral, visita empresas.

Apesar de defender a privatização da companhia aérea, o líder dos sociais-democratas afirmou que não dar seguimento ao plano seria perder todo o dinheiro que já foi colocado na empresa. Se agora não meter o que falta, perco tudo aquilo que lá foi metido... Seria uma completa irracionalidade”, declarou. Contudo, uma vez cumprida a capitalização da empresa, a opção será “procurar encontrar alguém no mundo que queira comprar a participação do Estado”, sublinhou.

Rio reforçou novamente a sua posição de que, com o “abanão fortíssimo” sofrido pela empresa devido à covid-19, teria optado pelo encerramento da mesma e, caso houvesse interesse de privados, criar “ao lado, de raiz, uma companhia nova”.

Uma vez que esse não foi o caminho seguido pelo governo liderado por António Costa, o social-democrata assegura que dará continuidade ao plano, recusando “prejudicar o interesse público só para aborrecer os antigos governantes do PS”. “Isso seria uma estupidez, não vou fazer isso”, afiançou.

No frente-a-frente com António Costa, esta quinta-feira, Rui Rio apontou a diferença do custo de um bilhete para São Francisco, nos Estados Unidos, para quem embarque num avião da TAP em Madrid ou em Lisboa (sendo o preço três vezes maior) e recorreu ao valor de IRC cobrado anualmente – cinco mil milhões de euros – para ilustrar “a dimensão” do dinheiro injectado na companhia aérea.

Os líderes do PS e do PSD, os dois principais partidos candidatos a saírem vencedores das eleições, debateram, na noite desta quinta-feira, durante 75 minutos. Dos impostos à TAP, ambos apontaram as diferenças entre socialistas e sociais-democratas. Houve ainda espaço para uma clarificação sobre o pós-eleições caso o Partido Socialista saia vencedor mas sem maioria absoluta: Costa governará ao estilo de Guterres, ou seja, negociar medida a medida.

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