Quando o PS combatia a NATO e o capitalismo

O NOVO recorda, na edição desta semana, o programa político original do PS, divulgado em Setembro de 1973, ainda antes do 25 de Abril. Quando o partido que mais tempo tem governado Portugal neste já longo período democrático defendia medidas mais radicais do que as do Bloco de Esquerda na actualidade.



Houve um tempo em que o Partido Socialista fazia questão em assumir o marxismo como seu “guia para a acção”. E em que dava prioridade absoluta às nacionalizações de empresas e à reforma agrária, que viriam a concretizar-se durante o período revolucionário.

Um ano antes da revolução dos cravos, quando foi fundado, o PS defendia o fim da participação portuguesa na estrutura militar da NATO e apelava à “colectivização do sector imobiliário”.

Fomos revisitar o programa original do partido fundado por Mário Soares e as suas bases programáticas, expressas na Declaração de Princípios divulgada em Setembro de 1973, já na fase final do regime do Estado Novo.

O PS fazia críticas à CEE, considerando-a uma “criação do patronato multinacional”. E apostava firmemente na “edificação de uma sociedade sem classes”, assente no “poder dos trabalhadores” garantido pela “colectivização dos meios de produção”.

Com uma linguagem muito semelhante à dos partidos da esquerda mais radical. Em comparação, as declarações dos dirigentes dos Bloco, hoje em dia, parecem até bastante mais moderadas.

Leia mais sobre este tema na edição em papel do NOVO que está nas bancas esta sexta-feira, 13 de Maio.

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