PSD. Rui Rio quer discutir directas só depois da votação do Orçamento

Cenário de crise política levou o presidente do PSD a baralhar as contas e pedir reflexão para arrancar com o calendário interno dos sociais-democratas após a avaliação do Orçamento. Proposta pode ser polémica.



A direcção do PSD até já tinha uma data preferencial para as eleições directas do partido (a escolha da liderança do maior partido da oposição). Mas o endurecimento da posição dos partidos à esquerda do PS e os avisos do Presidente da República de que não aceitará um cenário de duodécimos caso a esquerda chumbe as contas de 2022 mudaram a estratégia de Rui Rio.

Agora, o presidente do PSD, que admite como “provável” um cenário de crise política, quer o conselho nacional desta quinta-feira, a discutir o adiamento da marcação das eleições directas do PSD, e respectivo congresso. “O PSD e particularmente o seu Conselho Nacional daqui até lá deviam ponderar muito bem se devem, efectivamente, marcar as eleições directas e o Congresso para estas datas, ou se não deve, antes, não marcar as eleições e adiar para um novo Conselho a reunir depois da votação do Orçamento”, pediu Rui Rio numa declaração a partir do Parlamento.

Assim, se o conselho nacional do PSD aceitar a proposta de Rui Rio, o partido só vai discutir as eleições directas em dezembro. Esta quinta-feira ficaria só a avaliar o resultado das eleições autárquicas. Esta posição pode baralhar tudo entre os sociais-democratas.

Rui Rio não esclareceu, aos jornalistas, qual será o sentido de voto no Orçamento, mas ficou claro que, para o líder do PSD, a estabilidade política deve ser garantida à esquerda. Para o efeito, lembrou que António Costa prometeu sair, caso precisasse do PSD para viabilizar orçamentos.

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