PSD: Rangel recruta Poiares Maduro para coordenar bases do programa eleitoral

Ex-ministro de Passos aceitou convite do eurodeputado, adversário de Rui Rio, lançando as bases para um programa de governo. Fernando Alexandre será o coordenador para a área económica do programa eleitoral.



O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel anunciou esta quinta-feira que o antigo ministro Adjunto de Passos Coelho, Miguel Poiares Maduro, vai coordenar as bases do seu programa eleitoral, lançando as ideias-chave para um programa de governo.

A equipa do candidato está a ser formada e o eurodeputado tinha prometido uma task force para delinear as propostas a apresentar quer ao PSD quer ao país.

Poiares Maduro, recorde-se, chegou a ser apontado como potencial candidato autárquico em Lisboa (antes de Carlos Moedas aceitar o convite do PSD).

Após a divulgação da escolha de Poiares Maduro, o ex-ministro explicou no Twitter que decidiu apoiar Rangel e colaborar por três razões. Uma delas passa pela “escolha fundamental entre quem tem como projecto de governo o regresso ao passado (o “antes da troika”; ironicamente, o que nos trouxe a troika) e quem quer oferecer ao país um projeto de futuro e reformador”. Além disso, tanto Rangel como Poiares Maduro defendem que o PSD não se pode contaminar pelo Chega (o eurodeputado já disse que não fará acordos com o partido de André Ventura). E o antigo ministro adjunto apontou esse argumento para se aliar ao candidato e adversário de Rui Rio, em nome de “ um projeto político moderado e reformista - que exclui forças políticas radicais”. A terceira razão passa pela necessidade de “reformar a nossa cultura política e a qualidade das nossas instituições”.

O economista Fernando Alexandre será o coordenador escolhido por Paulo Rangel para área económica do programa eleitoral. Tal como Poiares Maduro, integrou o governo de Pedro Passos Coelho.

Na passada quarta-feira, Paulo Rangel começou já a delinear a estratégia de campanha, considerando que um voto em António Costa “é inútil”. Esta quinta-feira, o eurodeputado acrescentou que “Portugal ao fim de seis anos de exaustão socialista e de liderança de António Costa chegou ao fim da linha”.

[Notícia actualizada às 19h38]

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