PSD. Pressão aumenta para Rangel anunciar candidatura

Conselho Nacional do PSD, com debate sobre calendários eleitorais, deixa pouca margem para eurodeputado não esclarecer já que é candidato (e adversário) de Rui Rio.



O conselho nacional do PSD, que se reúne esta quinta-feira, servirá para testar a influência de Rui Rio no maior órgão entre congressos, mas também se Paulo Rangel, eurodeputado do PSD, diz já que é candidato à liderança. O debate sobre o adiamento da discussão sobre as directas no PSD acabará por obrigar a uma definição de quem está com quem nesta altura.

A discussão sobre uma eventual crise política e o adiamento de eleições internas de Rui Rio para o pós-orçamento levou a uma sucessão de declarações ao longo desta quinta-feira, designadamente de apoiantes de Rangel (ou críticos de Rui Rio) a pedir que o partido vá a votos, que a democracia interna “não se suspenda” ou que não deve ser o PSD a ficar no epicentro do debate sobre eleições antecipadas no País.

O pedido de Rui Rio aos conselheiros do partido surpreendeu rangelistas, mas também alguns dos seus apoiantes. E a proposta de adiamento terá de ser pedida por algum membro daquele órgão partidário. Na prática, o ponto das directas não pode ser simplesmente “preterido” como diz o regulamento interno do Conselho Nacional do PSD. Por isso, o debate desta quinta-feira à noite será político, mas no limite, até pode ser também jurídico.

Pelo caminho há uma certeza: cumprindo-se o calendário para directas a 4 de dezembro e congresso em janeiro, o prazo para pagar quotas termina no próximo dia 8 de novembro: uma data apertada, normalmente, para quem é adversário de um líder incumbente e não domina a secretaria-geral do partido.

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