PSD pede substituição de Temido. Costa considera inaceitáveis falhas na saúde mas assume a responsabilidade

O PSD fala em “incapacidade de gestão e de promover reformas no SNS” da ministra da Saúde. Primeiro-ministro afirma ter “consciência” de que são necessárias medidas no SNS.



No primeiro debate parlamentar sobre política geral da legislatura, o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a ser o tema dominante na sequência do caos que se tem verificado nas urgências. A ministra da Saúde, Marta Temido, foi visada nas críticas do PSD, que pediu a António Costa a sua substituição.

“O que é que será preciso que aconteça para que reconheça a responsabilidade política da ministra da Saúde e a substitua?”, questionou o líder da banca parlamentar social-democrata, Paulo Mota Pinto, durante a sua intervenção. Criticando a “incapacidade de gestão e de promover reformas no SNS” de Marta Temido, Mota Pinto prosseguiu com as perguntas dirigidas ao primeiro-ministro. “Considera aceitáveis estas falhas de cobertura como se fosse um serviço de saúde de país de terceiro mundo? Assume a responsabilidade por essas deficiências?”. Mota Pinto também indagou se a “responsabilidade política” é de Costa.

“Obviamente que não considero aceitáveis estas falhas de serviço”, respondeu o líder do Executivo. “A responsabilidade de tudo o que ocorre no Governo é evidentemente do primeiro-ministro”, assegurou Costa. “Respeito a opinião de todos, mas só há uma pessoa que escolhe os membros do Governo e, neste momento, sou eu e por isso assume a responsabilidade por tudo o que fazem e não fazem”, acrescentou.

O primeiro-ministro frisou ainda que o Governo tem “consciência de que é necessário adoptar medidas que tornem as carreiras mais atractivas e fixem pessoal no SNS”, garantindo que tem sido e está a ser feito trabalho nesse sentido.

O PSD também acusou António Costa de “capricho ideológico” por ter acabado com as parcerias público-privadas (PPP) na saúde, com o primeiro-ministro a responder que “não foi o Governo que decidiu não renovar as três PPP”, ressalvando que os três concessionários privados não aceitaram o “contrato nos termos do Tribunal de Contas”.

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