PSD: Paulo Rangel em modo “cerrar fileiras”

Eurodeputado manteve-se equidistante nas últimas directas do PSD. Este sábado foi ao congresso do partido para dizer que gostou do discurso do líder eleito. Mais: “Estou ao lado de Luís Montenegro e não tenho dúvidas sobre isso”.



Paulo Rangel, eurodeputado e ex-candidato à liderança do PSD, não se atravessou por ninguém nas últimas eleições directas do partido. Esteve em dúvida a sua deslocação ao Palácio de Cristal, no Porto, mas para que não existissem “especulações”, o parlamentar europeu foi à reunião-magna, com dificuldades na voz, e explicou este sábado que esteve a aguardar por um teste de covid-19 negativo. E lá foi.

À chegada, em declarações aos jornalistas, Rangel destacou a intervenção muito clara de Luís Montenegro, na véspera, na abertura dos trabalhos no congresso. Ou seja, gostou do discurso. E assegurou: “Estou ao lado de Luís Montenegro e não tenho dúvidas sobre isso”.

O eurodeputado foi questionado se iria para alguns dos órgãos do partido, mas desvalorizou o assunto: “A questão dos órgãos não interessa, interessa é a minha mensagem política, que é muito clara, de apoio a liderança do partido, àquela que foi já a primeira mostra daquele que vai ser o seu programa e a sua linha de acção que foi o discurso de ontem”.

À RTP, Rangel disse mesmo que o congresso era um “cerrar de fileiras” e Rui Rio, o líder cessante, teve a estratégia “errada” porque apostou “na ideia de que o interesse nacional só é servido na convergência” entre os dois maiores partidos. E “isso não é necessariamente assim”, rematou.

Ler mais
PUB