PSD: Moreira da Silva conta com indecisos e voto livre mas Montenegro leva vantagem

Apoiantes de ex-líder parlamentar confiam na vitória, enquanto a entourage do antigo ministro do Ambiente espera convencer indecisos e que a receita do voto livre, que funcionou para Rui Rio, também tenha resultados já este sábado, dia das eleições directas do PSD. Dos dois lados poupou-se o antecessor e (ainda) presidente em funções e todos admitem que “as pessoas estão cansadas” de participar em votações internas.



Ao fim de mês e meio de campanha interna, o PSD escolherá este sábado o sucessor de Rui Rio: Luís Montenegro ou Jorge Moreira da Silva. Em tese, o primeiro leva vantagem, mas há sempre quem acredite no efeito de novidade da candidatura do adversário para capitalizar o chamado voto livre e dos indecisos.

A favor de Luís Montenegro estão os mais de 25 mil quilómetros percorridos a falar com os militantes sociais-democratas e o apoio da maioria da estruturas distritais. O candidato montou a campanha para falar com o maior número possível de potenciais eleitores, com quotas pagas, aptos a votar no dia 28 de Maio. Nem mesmo a polémica sobre a ausência de debates lhe alterou os planos. O seu adversário pediu-lhe coragem, até aos últimos dias de campanha, para aceitar um debate que fosse.

Para a equipa de Moreira da Silva, Montenegro não quis debates, por mais que o antigo líder parlamentar diga que os adora. O candidato alegou que estiveram aprazados dois, mas tal não foi possível porque, numa das datas, o antigo ministro do Ambiente estava confinado (por estar com covid-19). Argumentos dados, Moreira da Silva acabou por perder este ponto de batalha em que teria mais a ganhar em visibilidade e dinâmica. Já Montenegro, com vantagem nos apoios generalizados das cúpulas das estruturas distritais, não poderia errar na estratégia. Afinal, esta é a segunda vez que tenta a sua sorte para a liderança do PSD. Se a perder, dificilmente terá nova oportunidade. Já o adversário estreia-se na contenda.

Aliás, uma fonte parlamentar lembra ao NOVO que uma das curiosidades do rescaldo eleitoral será saber o que fará Moreira da Silva com o seu resultado, caso perca. “Se perder e ficar abaixo de 20%, dificilmente voltará a ter condições para se recandidatar. Se perder e ficar acima dos 30%, terá uma votação muito interessante até para capitalizar o seu espaço para daqui a dois anos, com novas directas”, aduziu a mesma fonte, numa análise sobre os cenários e hipóteses de cada candidato à liderança do PSD, como detalha o NOVO na sua edição impressa desta sexta-feira, dia 27 de Maio de 2022.

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