PSD: Montenegro puxa Rangel e Pinto Luz para vices

Líder eleito inclui dois ex-candidatos à presidência do partido e completa equipa com apoiantes de sempre: Paulo Cunha, António Leitão Amaro e Margarida Balseiro Lopes. Hugo Soares será o secretário-geral e há um regresso inesperado: o de Maria Luís Albuquerque.



O presidente eleito do PSD anunciou este sábado a sua equipa de direcção com duas surpresas: Paulo Rangel e Miguel Pinto Luz.

Ambos foram candidatos em anteriores eleições directas, um deles foi seu adversário (em 2020) e agora sobem a vice-presidentes.

A restante equipa de vice-presidentes não traz grandes novidades: foram seus apoiantes nas directas, designadamente, Paulo Cunha, António Leitão Amaro e Margarida Balseiro Lopes. A lista de vices é composta ainda por Inês Ramalho (advogada de profissão e de Lisboa) e por vogais como Silvério Regalado e Inês Domingues.

Para o cargo de secretário-geral a escolha recai, sem surpresas, em Hugo Soares, antigo líder parlamentar do PSD.

Nas suas escolhas, Montenegro não deixou quase ninguém de fora dos elementos mais próximos que o acompanharam na campanha para as directas. Por exemplo, chamou o antigo líder da JSD Pedro Duarte para liderar o Conselho Estratégico Nacional, Pedro Reis, ex-presidente da AICEP, para coordenar o Movimento Acreditar (um trabalho para lançar uma espécie de estados gerais do PSD) e, Carlos Coelho, ex-director de campanha, que vai coordenar a academia de formação do PSD.

Já Pedro Alves, que foi o operacional das ultimas duas campanhas, ficará a coordenação das autárquicas.

Para o Conselho Nacional, o número um será Carlos Moedas, autarca de Lisboa, seguindo-se Maria Luís Albuquerque (o regresso da ex-ministra das Finanças), Teresa Morais (ex-deputada que saiu em rota de colisão com Rui Rio), Luís Menezes, antigo deputado, o autarca madeirense Pedro Calado e o açoriano Pedro Nascimento Cabral.

Sem surpresas, Miguel Albuquerque é o candidato à presidência da mesa do congresso, tendo como vice-presidentes José Manuel Bolieiro (líder do governo regional dos Açores), e João Manuel Esteves.

No conselho de jurisdição nacional há um regresso, o de José Matos Correia, e Nunes Liberato é o nome proposto para liderar a comissão de auditoria financeira.

A moção Acreditar de Luís Montenegro já foi, entretanto, votada e foi aprovada sem qualquer voto contra, a não ser duas abstenções. O líder eleito do PSD pediu unidade e, até ver, o congresso do partido só lhe tem respondido “sim”. Luís Montenegro falou numa “nova vaga”.

Na primeira fila, a seu lado, teve Marques Mendes, antigo líder do PSD, uma surpresa no congresso. À RTP o também conselheiro de Estado explicou que já esteve presente no arranque de outras lideranças do PSD, como por exemplo, a de Passos Coelho. E considerou que a equipa de direcção, que vai a votos este domingo, tem “surpresas”, qualidade e representa a unidade no PSD.

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