PSD desafia Medina a não aprovar à pressa projecto no Restelo

Câmara municipal prepara-se para dar luz verde à construção de edifícios de renda acessível antes de ouvir as críticas do público em sessão da autarquia. Os sociais-democratas contestam.



O polémico projecto para o Alto do Restelo que chegou a prever edifícios de 15 pisos vai esta sexta-feira a reunião privada da Câmara Municipal de Lisboa (CML). À tarde há sessão pública, em que estão previstas várias intervenções do público a contestar o projecto. Por isso, o vereador do PSD João Pedro Costa vai desafiar o presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), a aprovar a proposta só depois de ouvir as pessoas, ou seja, no final da reunião pública. “Não se justifica estar a aprovar à pressa com medo de ouvir as pessoas”, argumenta, em declarações ao NOVO, o autarca social-democrata.

O processo para a construção de apartamentos, 70% dos quais para o programa de renda acessível, foi muito polémico e levou à contestação tanto da Junta de Freguesia de Belém, liderada por Fernando Ribeiro Rosa (PSD), como dos munícipes daquela área da capital. Existe, aliás, uma carta, subscrita pela Associação de Moradores e Amigos das Freguesias de Santa Maria de Belém e São Francisco Xavier (AMBeX), os Vizinhos de Belém e os Moradores do Alto Restelo a pedir a suspensão da votação do projecto. Na missiva, citada pela Lusa, os subscritores consideram que “sob a capa do Programa Renda Acessível (PRA), a CML prepara-se para a construção da maior muralha de betão mesmo nas franjas do Parque Florestal de Monsanto”. Mais: as alterações já feitas ao projecto inicial não são mais do que cosmética ou “uma ilusão atirada aos olhos dos moradores de Belém”, conforme consta do texto.

A versão inicial previa edifícios de 15 pisos; por isso, o projecto foi denominado “Torres do Restelo”. Após audição pública sobre o empreendimento, a autarquia recuou no seu primeiro plano e reduziu a proposta de 629 apartamentos para 578. Além disso, apresentou uma versão com edifícios de oito pisos (e não 15). Ainda assim, o projecto não convence os críticos. *

Com Lusa

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