PSD. Começa a guerra pelo calendário das directas com Rio a acusar “assalto ao poder” e Rangel sem medo e tranquilo

Líder do PSD e adversário Paulo Rangel preparam argumentos para o Conselho Nacional do partido e propostas para a data das eleições internas. Direcção quer adiar clarificação interna e apoiantes do eurodeputado querem arrumar debate no início da reunião.



O presidente do PSD, Rui Rio, acusou os críticos de “assalto ao poder” em nome de “interesses pessoais”, depois de ter sugerido o adiamento das eleições internas. Em causa está o cenário de crise política, que o líder social-democrata valorizou nas últimas 24 horas. As reacções e acusações de suspensão da democracia, assacadas a Rui Rio e à sua direcção, fizeram subir a fasquia.

A comissão permanente, presidida por Rio, entregou na mesa do Conselho Nacional uma proposta para pedir o adiamento da votação para escolher a data das directas, atirando o debate para o final de Novembro, após a votação do Orçamento. Só aí, segundo Rio, se perceberá se há crise ou não.

Do outro lado, entre os apoiantes de Rangel, a ideia era antecipar o debate sobre as directas para o primeiro ponto da agenda do Conselho Nacional.

À entrada, Rui Rio atirou-se a quem apoia o eurodeputado (que assume esta noite que é candidato), considerando que até estão “meios loucos” a atacar a sua liderança.

Questionado se teria legitimidade para ir a votos em legislativas antecipadas em Janeiro, sem renovação de mandato, Rui Rio respondeu em tom ríspido, “Então não tenho legitimidade?”, lembrando que o seu mandato vai até 12 de Fevereiro de 2022.

Já Paulo Rangel preferiu dizer que está “tranquilo” e sem medo de qualquer discussão ou datas. E falará primeiro ao Conselho Nacional. Porém, avisou Rui Rio que era “estranho que o PSD ponha nas mãos do dr. António Costa o seu calendário”. A seu lado tinha Alberto Machado, líder da distrital do PSD/Porto, o eurodeputado José Manuel Fernandes, o deputado Emídio Guerreiro (com apoios importantes em Braga) e Margarida Balseiro Lopes (ex-líder da JSD que esteve com Luís Montenegro nas últimas directas, de 2020).

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