PS: Congresso com vista para a sucessão

Reunião magna dos socialistas arranca com a certeza de que o primeiro-ministro não pretende esclarecer já se quer ir a jogo para mais um mandato em 2023. Sucessores ficarão no palco principal, sem data para a disputa, mas há mais um nome na lista: Mariana Vieira da Silva, a escolha para conduzir os destinos do país nas férias de António Costa. Pedro Nuno Santos, com maior tracção no partido, entrará em cena de forma discreta: sem discursar, para evitar ruído. Na reserva fica Ana Catarina Mendes e Medina aposta as fichas todas na Câmara de Lisboa.



Os socialistas rumam este fim de semana a Portimão para o congresso do partido, mais de um ano depois do previsto (adiado duas vezes por causa da pandemia), com uma certeza: a reunião-magna servirá como uma espécie de rentrée política. Mas não só.

O primeiro-ministro deixou espaço para a análise sobre hipotéticos sucessores, ao atirar a sua decisão sobre um novo mandato para 2023. O cenário ganha forma com a composição da mesa do congresso onde estarão os rostos de uma nova geração do PS. Que representam o futuro dos socialistas no que toca à sucessão do actual secretário-geral. A saber: Ana Catarina Mendes, Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva e Pedro Nuno Santos.

A novidade nesta lista é mesmo o nome da ministra de Estado e da Presidência. Há seis meses Mariana Vieira da Silva não entrava na equação interna dos socialistas de potenciais candidatos à liderança do partido. Mas ganhou dimensão, porque Costa foi de férias, tal como os ministros de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, deixando a governante como primeira-ministra em exercício até ao final do mês.

No PS já se fazem leituras internas desta escolha e o NOVO traça os vários cenários a partir de 2023 na edição impressa desta sexta-feira, dia 27 de agosto.

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