“Perseguição e controlo”: PAN acusado de assédio moral e laboral

Queixa contra o marido da líder parlamentar fala em ambiente “tóxico, intimidativo e hostil”. PAN lamenta campanha para denegrir os dirigentes.



Uma antiga funcionária do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) terá sido vítima de assédio moral e laboral por parte do partido. Segundo uma denúncia anónima enviada aos grupos parlamentares, à qual o NOVO teve acesso, o cansaço acumulado do trabalho excessivo, as solicitações fora de horas e ao fim-de-semana, “o ambiente interno muito tóxico de controlo e perseguição” aos funcionários e as “ameaças à liberdade de expressão” levaram a que, poucos dias após as autárquicas, a funcionária (cuja identidade o NOVO preserva) tivesse metido baixa psiquiátrica.

A “gota de água” terá sido um email enviado por Albano Lemos Pires, membro da comissão política nacional (CPN) e marido da líder parlamentar, Bebiana Cunha, a responsabilizar - recorrendo a “linguagem violenta e acusatória” - o departamento a que a funcionária pertencia pelos maus resultados eleitorais, “no que consubstancia como assédio moral e laboral”, tal como se pode ler na missiva, que relata ainda que as posições “violentas” do dirigente são “habituais e conhecidas”.

A situação terá acentuado o ambiente “intimidativo e hostil” que se vive no partido. A então funcionária, entretanto exonerada, terá reencaminhado o email à comissão política permanente (CPP), pedindo que fosse dado conhecimento à CPN (liderada por Inês de Sousa Real) e que fosse desencadeado um processo disciplinar, o que não ocorreu.

Questionado pelo NOVO, o PAN defende que o email em causa foi redigido “em ambiente de pressão pós-eleitoral” e que o militante visado “apresentou de imediato e por escrito as suas desculpas”. Elogiando a profissional, com quem diz manter “excelente relação”, lamenta a “campanha lançada para denegrir o PAN e os seus dirigentes” e sublinha que esta resulta “da defesa intransigente das causas” que o movem e do momento pré-eleitoral. Já a ex-funcionária não se mostrou disponível para falar do caso.

Ainda segundo a denúncia, a CPP “esconde” ao principal órgão do partido que Bebiana Cunha não está vacinada contra a covid-19, algo que fonte do PAN nega, assegurando que a líder parlamentar se encontra imunizada.

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