PDR muda de nome para ADN porque quer ser “mais apelativo”

Bruno Fialho vai agora liderar a Alternativa Democrática Nacional. E acredita que os reflexos se verão já nas próximas eleições autárquicas.



Formalmente, são ainda o Partido Democrático Republicano, mas, assim que tiver o aval dos juízes do Tribunal Constitucional, Bruno Fialho passa a ser líder do ADN – Alternativa Democrática Nacional. A ideia, explicou ao NOVO, é adaptarem-se aos novos tempos: “O Marinho e Pinto deixou de ser presidente e temos de fazer uma grande mudança, não nos nossos princípios, mas nas nossas ideias. O marketing político é cada vez mais importante para conseguir votos. O eleitor português está farto dos partidos políticos. Na última década, a maioria dos partidos fundados não tem partido no nome. O PDR foi o último, há seis anos.”

Bruno Fialho quer tornar o partido “mais apelativo”, porque acredita que a imagem é determinante para fazer passar a mensagem política, e dá como exemplo o partido liderado por João Cotrim Figueiredo: “É um exemplo para nós, a Iniciativa Liberal. O marketing político deles é excepcional e nem sequer colocam muitas ideias cá fora.”

Para Bruno Fialho, que assumiu o leme do PDR há ano e meio, a “operação de marketing” terá reflexo já nas próximas autárquicas. “Os estudos que fizemos demonstram que o retorno será mesmo muito superior”, justifica.

Uma das razões que levam o líder do ADN a acreditar que a mudança de nome possa ter esse efeito é o facto de a sigla PDR ser frequentemente confundida com a de outros partidos, como explicou ao NOVO: “Isso era problemático para nós. Tivemos algumas situações em que simpatizantes nos enviavam mensagens a dizer que tinham acabado de votar em nós e a fotografia que enviavam era do PNR, porque os nomes confundem-se.”

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