PCP culpa “intensa campanha anticomunista” pelas derrotas

PCP voltou a perder câmaras para os socialistas e desceu de 24 para 19 presidências. João Oliveira fala numa campanha para atingir a “imagem do partido” e valoriza a “confirmação da CDU como terceira força mais votada”. Dirigente comunista não esqueceu que o Bloco de Esquerda registou uma “perda significativa de posições”.



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O PCP atribuiu os resultados nas eleições autárquicas a uma “prolongada e intensa campanha anticomunista” e ao “peso da epidemia e dos condicionamentos no plano da participação”.

João Oliveira, líder parlamentar do PCP, numa declaração esta segunda-feira sobre os resultados das autárquicas, criticou a existência de uma campanha contra o PCP para “atingir a imagem de credibilidade” do partido.

O PCP conquistou 19 câmaras municipais. Na prática, os comunistas perderam sete municípios, entre os quais Montemor-o-Novo e Mora, que estavam nas mãos do partido desde 1976, e conquistaram duas câmaras ao PS, Barrancos e Viana do Alentejo.

João Oliveira valorizou “a confirmação da CDU como terceira força mais votada, como a grande força de esquerda no poder local”.

Numa análise sobre os resultados eleitorais, o dirigente comunista frisou que os socialistas perderam “um conjunto de autarquias”, nomeadamente “Lisboa, Coimbra e Funchal”, e que o Bloco de Esquerda registou uma “perda significativa de posições” e “vê reduzido o número de vereadores de 12 para 4”.

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