Paulo Rangel: Governo “destrui e ignorou” a concertação social

Candidato a presidente do PSD diz que “Portugal só cresceu a sério quando os parceiros sociais fizeram acordo” e defende que “há uma mudança de atitude que é necessária”.



O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel acusou, esta terça-feira, o Governo de “destruir e ignorar” a concertação social, defendendo ser necessário reforçar a plataforma que reúne entidades patronais e sindicais. Para o eurodeputado, “este Governo, nestes seis anos, e em particular nos últimos dois, praticamente destruiu, ignorou a concertação social”.

“Com o PSD no Governo, nós vamos reforçar a concertação social: Portugal só cresceu a sério quando os parceiros sociais fizeram acordo e, portanto, é preciso pôr as entidades patronais e sindicais a uma mesa e valorizar isso”, disse ainda aos jornalistas no final de uma reunião de mais de hora e meia com a CIP (Confederação Empresarial de Portugal), em Lisboa.

Para Rangel, a atitude do Governo “não cria o ambiente de paz social, o clima de estabilidade social nas empresas para elas poderem crescer.”. Também aqui, sustenta, “há uma mudança de atitude que é necessária”.

O candidato à liderança social-democrata lembrou que entre as medidas que defende está a redução do IRC. “Temos que vir para números que venham para baixo dos 20% e temos que fazer majorações: por exemplo, as empresas que não distribuírem dividendos e reinvistam os seus lucros, essas empresas naturalmente devem ter uma majoração”, detalhou.

Rangel considera que há “uma carga fiscal máxima” e “serviços públicos mínimos”, apontando para um “colapso na saúde” com as recentes demissões em serviços de urgência ou na vacinação que “derrapou” com a saída do almirante Gouveia e Melo da coordenação da task force de vacinação contra a covid-19. “O Governo não consegue sequer gerir os serviços públicos essenciais. É preciso uma alternativa, e o PSD é essa alternativa”, rematou.

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