Paulo Rangel defende eleições antecipadas no final de Fevereiro

Candidato à liderança do PSD acredita que a sua sugestão de calendário é “razoável” e respeita todas as regras democráticas.



O eurodeputado do PSD e candidato à liderança Paulo Rangel acredita que é viável e “razoável” apontar para um cenário de eleições legislativas antecipadas no final de Fevereiro, algures a 20 ou a 27 desse mês.

Em conferência de imprensa, o candidato deu ainda todo o apoio à iniciativa de 68 conselheiros nacionais do PSD para pedir a antecipação do congresso do partido, marcado para Janeiro. O pedido de um conselho nacional extraordinário foi submetido esta tarde para se antecipar a reunião-magna para os dias 16,17 e 18 de Dezembro.

Rangel lançou ainda um apelo aos órgãos nacionais e ao seu adversário para que se garante o consenso e o PSD antecipe o seu congresso.

Questionado sobre eventuais dificuldades jurídicas sobre quem poderá fazer a lista de candidatos a deputados (Rui Rio tem mandato até 12 de fevereiro), Rangel considerou que é tudo uma questão de bom senso, caso vença as directas e o líder em funções as perca: “Se tem um líder eleito e se tem um líder que perdeu, quem é que vai conduzir a feitura das listas? Em qualquer país do mundo, esta pergunta tem uma resposta evidente”, atirou o eurodeputado.

A pergunta impunha-se porque os prazos são apertados e a marcação de eleições antecipadas para a Assembleia da República é uma competência exclusiva do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa já apontou janeiro para as convocar. Mais, os estatutos do PSD dizem que compete à Comissão Política Nacional (CPN) do partido propor as listas. Ora, se as eleições legislativas forem em janeiro, o PSD terá de apressar a tomada de posse dos seus órgãos em congresso, incluindo a CPN.

Na mesma conferência de imprensa, o eurodeputado disse que a sua estratégia é clara: votar em António Costa será inútil porque o PS e o seu secretário-geral já não somam à esquerda. E o PSD, com Rangel a líder, não dará a mão ao PS numa solução de Bloco Central: “Para mim, enquanto candidato a líder do PSD, está fora de questão dar a mão ao PS e a António Costa e fazer renascer um bloco central de partidos e interesses”.

O candidato ainda foi confrontado com as críticas de Rui Rio sobre a sua audiência em Belém e respondeu: “Verbero a forma como tratou o Presidente da República, não acho que seja próprio de um candidato a primeiro-ministro, mas isso ele saberá”. O recado está dado.

Ler mais
PUB