Pandemia condiciona comícios no PS e PSD prefere tertúlias

Rui Rio não tem previstos comícios nas próximas semanas, período oficial de campanha eleitoral. Sociais-democratas recuperam modelo das talks ao final da tarde, criado em 2019. Socialistas aguardam instruções, mas há quem peça uma campanha sóbria para dar o exemplo.

A campanha eleitoral entra agora na fase oficial, com a certeza de que a pandemia de covid-19 deve criar vários condicionamentos. Por exemplo, no PS, algumas federações aguardavam instruções a meio da semana para saber se podem (ou devem) organizar comícios para a ida do líder socialista ao terreno. No PSD está fechado que a volta do presidente social-democrata não incluirá nenhum comício, excepção feita ao último dia na estrada, em Lisboa, a 28 de Janeiro.

No fecho da campanha, logo se verá se há margem para mais ajuntamentos. Tudo depende da evolução dos números da covid-19. De facto, durante quase duas semanas, Rui Rio vai percorrer os 18 distritos, numa média de dois por cada dia, mas os arquipélagos dos Açores e da Madeira ficarão de fora.

A aposta do PSD estará focada nos distritos do Porto, Braga, Aveiro, Lisboa e Coimbra. Será aqui que os sociais-democratas esperam crescer face a 2019 e Rui Rio aposta nas talks, inauguradas em 2019, nas legislativas. São uma espécie de tertúlias, estando apenas previstos discursos do líder laranja e de um responsável do conselho de estratégia nacional, conforme a pasta e o assunto escolhido.

No PS subsistem as dúvidas sobre a realização de comícios em alguns pontos do país, sendo certo que em Setúbal se espera que o líder, António Costa, possa fazer um no final da campanha. Ao contrário de Rio, o também primeiro-ministro tem previstas deslocações aos arquipélagos da Madeira e dos Açores, como detalha o NOVO na sua edição impressa desta sexta-feira, dia 14 de Janeiro de 2022.

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