OE: Deputados do PSD da Madeira abstiveram-se e enfrentam participação no tribunal do partido

Os três deputados do PSD eleitos pela Madeira abstiveram-se na votação, contrariando o sentido de voto do partido: o voto contra. Líder da bancada foi avisado, mas ficou surpreso, e irá remeter o caso para os “órgãos jurisdicionais”.



Os três deputados do PSD eleitos pela Madeira (Sérgio Marques, Patrícia Dantas e Sara Madruga da Costa) abstiveram-se, esta sexta-feira, no Orçamento do Estado de 2022, contrariando o sentido de voto do partido, o do voto contra. Os parlamentares avisaram o líder da bancada, Paulo Mota Pinto, “um pouco antes”, e o parlamentar confessou aos jornalistas: “Não esperava, sinceramente. Nesse sentido, fui surpreendido.”

Assim, Mota Pinto disse, a partir dos Passos Perdidos, no Parlamento, que irá cumprir os seus deveres funcionais e remeter o caso “para os órgãos jurisdicionais”, ou seja, o conselho de jurisdição nacional do PSD.

O presidente da bancada do partido acrescentou ainda que, tendo em conta os prazos destes processos, “provavelmente”, este caso já será avaliado “pelos órgãos que vierem a ser eleitos” no próximo congresso, em Julho.

A abstenção do PSD da Madeira no Orçamento do Estado ocorre na véspera da eleição de um novo presidente do partido.

De realçar que esta não é a primeira vez que os deputados do PSD/Madeira se desalinham da bancada na hora de votar o Orçamento do Estado. Já o fizeram em 2014 e 2019. Em ambos os casos foram alvo de processos disciplinares. No último, o caso foi arquivado em Setembro de 2020. Curiosidade? Os deputados eleitos pela Madeira recebem, normalmente, orientações do presidente do PSD/Madeira. Ora, o líder do PSD/Madeira é Miguel Albuquerque, também presidente do governo regional, e mandatário nacional de Luís Montenegro na corrida à liderança do PSD – que se realiza este sábado.

Sobre a aprovação do Orçamento do Estado, Paulo Mota Pinto acusou o PS e o Governo de não terem aproveitado “uma oportunidade que tinham” e considerou que houve “um simulacro de diálogo” por parte dos socialistas, que mostraram o seu lado de “rolo compressor”.

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