Novo aeroporto de Lisboa: a tempestade perfeita para Pedro Nuno Santos

Ministro resiste apesar de ter sido desautorizado pelo primeiro-ministro. Encontro com António Costa manteve governante na equipa com a assunção de falhas graves na articulação e comunicação internas. No PS, o caso foi visto como um exemplo de “desgaste rápido” do Executivo e do beliscar da autoridade do também líder socialista. Agora, a ordem é reconstruir, minimizar danos e procurar consensos para a localização da nova obra aeroportuária de Lisboa.

Em menos de 12 horas, o ministro das Infra-Estruturas, Pedro Nuno Santos, ficou “descapitalizado do ponto de vista político”. Pelo menos é assim que vários socialistas viram a polémica sobre a nova localização do futuro aeroporto de Lisboa. O primeiro-ministro, António Costa, desautorizou o governante ao revogar um despacho que criava as condições para a nova solução aeroportuária da capital com a aposta na construção de uma obra de raiz em Alcochete e de uma pista de apoio, mais imediata, no Montijo. O processo de decisão foi de tal forma surpreendente que o documento nem foi assinado pelo próprio ministro. Coube ao secretário de Estado das Infra-Estruturas, Hugo Santos Mendes, fazê-lo. É um pormenor, mas revelador de como tudo foi feito à pressão.

Uma fonte socialista confidenciou ao NOVO que Pedro Nuno Santos tem estado em grandes dificuldades internas no Executivo para apresentar obra. Os problemas avolumavam-se porque o Ministério das Finanças tem bloqueado o trabalho. “Nem é pela falta de dinheiro. É pela burocracia”, acrescentou uma fonte parlamentar. Existiam obras urgentes, até com a aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência, “que não avançam”, queixou-se outra fonte.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, esta sexta-feira, dia 1 de Julho, nas bancas.

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