“Ninguém perderá um cêntimo”: a garantia de Costa aos pensionistas

Entre as oito propostas apresentadas pelo Governo para combater a subida no custo de vida, uma prevê a antecipação de 50% das pensões, no mês de Outubro.



António Costa garantiu que nenhum pensionista perderá “um cêntimo relativamente àquilo que receberia até final de 2023”. Em causa está o adiantamento, já em Outubro, de metade do valor previsto para o próximo ano, como parte do pacote de ajudas às famílias para fazer frente à inflação.

O primeiro-ministro rejeita a ideia de uma “ilusão” quanto ao real teor dos apoios, difundida por todos os partidos da oposição. Assegura que a lei está a ser cumprida e que ninguém receberá menos por causa do suplemento do próximo mês, graças ao aumento progressivo que as pensões terão ao longo de 2023.

Diz a lei que as pensões devem aumentar ao ritmo da inflação, mas a solução agora proposta pelo Governo não permite essa actualização, que acabará cortada para metade. Isto porque, segundo as previsões, a inflação irá subir até cerca dos 8%, o dobro do que foi tido em conta com o pacote “Famílias Primeiro”.

Assim sendo, segundo contas do Dinheiro Vivo, um pensionista que receba 500 euros em 2024 poderá vir a perder mais de 250 euros ao longo do ano (18 euros por mês).

António Costa defende-se, dizendo que “transformar a inflação deste ano como um impacto permanente na Segurança Social poria em causa a [sua] sustentabilidade futura”. O aumento das pensões para 2024 será, por isso, decidido apenas no próximo ano, com base na evolução da inflação.

O Governo apresentou, esta segunda-feira, o pacote “Famílias Primeiro”, onde constam um conjunto de medidas para combater a inflação do custo de vida. Entre as oito propostas consta uma que prevê a antecipação de 50% das pensões no mês de Outubro. O “pacotão”, como lhe chamou Luís Marques Mendes, recebeu duras críticas de todos os partidos, menos do PS.

Ler mais