Moedas fecha campanha: “Mudei tudo na minha vida para estar convosco”

Arruada que começou no Chiado terminou na Praça do Município, em Lisboa, com a promessa de voltar e ir buscar as chaves. Dos pesos-pesados do PSD apareceu Manuela Ferreira Leite. E Miguel Pinto Luz, adversário de Rui Rio em 2020, também lá esteve. Comício da véspera teve mais notáveis.



A candidatura de Carlos Moedas cumpriu a última etapa de campanha oficial na corrida à Câmara de Lisboa no Chiado, no mesmo ponto de partida da arruada do adversário Fernando Medina, com duas horas de diferença. Foi o tempo suficiente para as duas comitivas não se cruzarem. D’A Brasileira podia ver-se uma outra caravana de campanha no Largo de Camões: a do Chega.

Os apoiantes foram comparecendo aos poucos a partir das 16h30 e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, e o líder da distrital do PSD/Lisboa (e candidato a vereador à capital), Ângelo Pereira, aproveitaram o compasso de espera para um café.

Com a moldura humana e a banda a postos e as bandeiras da coligação “Novos Tempos” distribuídas (também se viam várias do PSD e do CDS), a comitiva partiu da Rua Garrett rumo à Praça do Município.

Ao som de marchas populares de Lisboa, Carlos Moedas, o candidato do PSD (que encabeça a coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), fez o percurso a acenar, enquanto a caravana gritava pelo seu nome ou “nós só queremos Moedas presidente”.

Longe da dimensão de outras arruadas, ainda assim, a caravana seguiu com Manuela Ferreira Leite, antiga líder do PSD, ao lado de Moedas e dos candidatos a vereadores para o ponto de chegada. Rui Rio, o líder do PSD, optou por encerrar a campanha nos Açores, mais ou menos à mesma hora que o candidato do PSD em Lisboa arrancava para o último ponto oficial da sua campanha.

Feito o percurso entre a Rua Garrett e a Praça do Município, com uma ligeira mudança de planos por causa do trânsito, o antigo comissário europeu acabou a fazer um discurso de improviso à porta da sede da Câmara de Lisboa. Com um microfone na mão, acompanhado também pela família, lembrou o “privilégio” de ter sido candidato. “Mudei tudo na minha vida para estar convosco”, afirmou, puxando pelas últimas horas de campanha para apelar a que se convençam vizinhos, primos e avós – tudo em nome da dita mudança, que pretende protagonizar. “Estamos fartos de uma Lisboa de um socialismo de facção”, argumentou Moedas.

No fim, antes de se desligar o microfone, a comitiva seguiu para o Museu do Fado, em Alfama, num ponto não previsto pela candidatura.

Na arruada compareceu também um punhado de deputados: Cristóvão Norte, Duarte Marques, Pedro Rodrigues, e Moedas ainda quis ir buscar as chaves para voltar segunda-feira aos paços do concelho. Mas será já no domingo que saberá o seu destino.

A partir de segunda-feira abre-se um outro capítulo no PSD: o da disputa pela liderança do partido. Moedas teve dois nomes a seu lado que contarão para a lista adversária de Rio. Na quinta-feira foi o eurodeputado Paulo Rangel quem puxou pelo candidato; esta sexta-feira foi a vez de Miguel Pinto Luz. As contas começam a ser feitas dentro de 48 horas.

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