Miranda Sarmento: “Colocar a questão do Chega no centro do debate é fazer um frete ao PS”

Coordenador da moção de Luís Montenegro diz ser “extemporâneo” discutir cenários para daqui a quatro anos quanto a André Ventura, pois o PSD “tem uma matriz de valores” que são as suas “linhas vermelhas”. Insiste que se deve reduzir primeiro a carga fiscal das empresas e diz que a união será essencial para voltar a vencer eleições.



Joaquim Miranda Sarmento, de 43 anos, foi o rosto da área económica e das finanças de Rui Rio no PSD e, agora, coordenou a moção do candidato à liderança social-democrata Luís Montenegro. Não discutiu lugares com o ex-líder parlamentar quando aceitou o convite.

Em entrevista ao NOVO, o responsável acredita que colocar a relação com o Chega “no centro do debate político é fazer um frete ao PS”. Mais: o debate é extemporâneo. “Estarmos, a quatro anos das legislativas, a discutir cenários hipotéticos que vão ocorrer em Setembro ou Outubro de 2026 parece-me completamente extemporâneo. E o PSD tem uma matriz de valores que são as nossas linhas vermelhas. Tudo o que passa dessas linhas vermelhas entra no campo da impossibilidade e é assim que vemos a questão”.

O também presidente do CEN defende que a proposta de Orçamento do Estado do governo socialista ´”é, basicamente, o OE apresentado em Outubro. Aparentemente, a maioria absoluta não alterou o pendor de esquerda do PS”.

Sobre as prioridades para a redução da carga fiscal, Joaquim Miranda Sarmento mantém que “a prioridade deve ser reduzir o IRC e, depois, em função da margem orçamental, o IRS. E, sobretudo, não aumentar impostos, que é sempre uma tentação para os governos do PS”, conforme explica numa entrevista para ler na íntegra na edição impressa do NOVO nas bancas esta sexta-feira, dia 13 de Maio de 2022.

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