Mesquita Nunes contra adiamento do congresso do CDS: “Significa que o partido desistiu de si próprio”

Numa publicação no Facebook, o ex-secretário de Estado do Turismo manifesta-se contra a possibilidade de a reunião magna dos centristas ser adiada por causa da marcação de eleições legislativas antecipadas.



O ex-secretário de Estado do Turismo Adolfo Mesquita Nunes está contra a possibilidade de o CDS/PP adiar o congresso, e respectivas eleições internas, devido à marcação de eleições legislativas antecipadas em consequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022. A posição do centrista foi publicada no Facebook, algumas horas depois de se saber que altos dirigentes do CDS, apoiantes do presidente, Francisco Rodrigues dos Santos, pediam o adiamento da reunião magna partidária.

“Se o CDS desistir de decidir em Congresso com que liderança e com que estratégia vai às próximas eleições legislativas, isso só poderá significar que o partido desistiu de si próprio e dos seus militantes”, lê-se na publicação do antigo governante, opositor do líder centrista, na sua página oficial no Facebook.

Na missiva enviada por altos dirigentes centristas a Rodrigues dos Santos considera-se que o partido deve concentrar-se nas legislativas e diz-se ainda que o CDS vive um clima de guerrilha desde que foi anunciado o processo eleitoral interno e que tal postura acaba por ser um “frete” ao PS, que já se encontra em campanha eleitoral.

Esta quinta-feira, a comissão política nacional do CDS vai reunir-se para discutir a situação política do país. Recorde-se que o líder dos centristas já tinha admitido que o congresso do partido, marcado para 27 e 28 de Novembro, poderia ser adiado caso o OE2022 não fosse aprovado.

Ler mais
PUB