Medina: Derrota “não foi um cartão vermelho ao PS”

Sobre o futuro, Medina não esclarece se vai ou não assumir o cargo de vereador. Sobre o passado, assume que a derrota é “pessoal e intransmissível”. “Não consegui. A responsabilidade é minha”, foram as palavras do socialista no momento que o próprio assumiu ser “de despedida”.



À hora a que começou a discursar estavam oficialmente contados apenas 25% dos votos dos lisboetas, mas Fernando Medina já antevia a derrota.

Visivelmente emocionado, o candidato que falhou a recondução na presidência da Câmara de Lisboa começou por felicitar Carlos Moedas, a quem já antes tinha telefonado, pela “vitória indiscutível, pessoal e política”.

Surpreendido nesta noite eleitoral depois de todas as sondagens lhe atribuírem uma vitória folgada, Medina garante que sai de “consciência tranquila” e que fez “o melhor que sabia e podia”.

O autarca despede-se, assim, de sete anos à frente da CML (Câmara Municipal de Lisboa), referindo-se ao cargo como “uma das mais belas funções que alguém pode ter o privilégio de desempenhar”.

Aplaudido ao longo de todo o discurso por António Costa, que o ouvia na fila da frente, aquele que foi um dos grandes derrotados da noite fez questão de agradecer ao Partido Socialista: “Tudo fizeram para que o resultado fosse outro. Senti sempre o apoio inexcedível de todos os meus camaradas.”

Fernando Medina garante que vai empenhar-se pessoalmente na transição de dossiês para Carlos Moedas, mas não adiantou se vai ou não assumir o mandato como vereador.

Apesar da insistência dos jornalistas, que por várias vezes o confrontaram com a pergunta sobre o que vai agora fazer, a resposta de Fernando Medina foi sempre evasiva: “Dêem-me um bocadinho mais de tempo”, pediu. “Ainda há pouco, o meu futuro era ser presidente da CML e eu não mudo de planos assim tão rapidamente”, concluiu.

Os jornalistas presentes no Páteo da Galé perguntaram-lhe ainda se admitia que a sua candidatura pudesse ter sido influenciada ou prejudicada pela imagem do PS aos olhos do eleitorado português, mas o socialista afastou completamente essa hipótese: “Basta ver os resultados a nível nacional. Isto não foi um cartão amarelo ou vermelho ao PS”, rematou, atribuindo o mau resultado à falta de “capacidade de mobilizar os lisboetas”.

Ler mais
PUB