Medina define como objectivo retirar Portugal dos países mais endividados

Ministro das Finanças insistiu que o Governo irá prosseguir uma estratégia de “contas certas”.



O ministro das Finanças, Fernando Medina, insistiu esta sexta-feira que o Governo irá prosseguir uma estratégia de “contas certas” e comprometeu-se com a meta de retirar Portugal da lista dos países mais endividados.

“Assumimos prosseguir uma política de contas certas pois esta é uma condição essencial para melhorar as condições de vida das famílias e de financiamento das nossas empresas. É por isso que iremos reduzir o défice e dívida pública, num ano de forte crescimento económico e com desemprego em baixa”, disse Medina durante uma intervenção na abertura do segundo dia do debate na generalidade sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

O ministro voltou a defender, à semelhança do que aconteceu na audição na Comissão de Orçamento e Finanças, de que “menos défice e menos dívida são activos de que o país não se pode dar ao luxo de prescindir”, nomeadamente num contexto de maior volatilidade nos mercados de capitais, de perspectivas de subidas de juro e de incerteza quanto às regras orçamentais europeias.

“É por isso que, depois de termos alcançado a maior redução da dívida pública desde a II Guerra Mundial, ambicionamos agora um novo objectivo: retirar Portugal, de forma sustentada e perene, da lista de países mais endividados. Vencer este desafio constitui o maior factor de confiança para o futuro”, prosseguiu.

Fernando Medina argumentou que “este é um tempo de exigência”, uma vez que se assiste a “uma guerra às portas da União Europeia”, “enfrentamos o crescimento de populismos e radicalismos” e “enfrentamos a inflação que nos ameaça a prosperidade e o bem-estar”.

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