Medina coloca proposta polémica do Alto do Restelo em stand-by

Empreendimento polémico seria votado esta sexta-feira de manhã em reunião privada da Câmara de Lisboa, mas autarca socialista decidiu adiar decisão para uma próxima sessão, mostrando-se sensível aos argumentos do PSD. Que contesta o projecto. Ainda não há data para nova votação.



É um dos projectos mais polémicos da Câmara Municipal de Lisboa. Já mereceu protestos e cartas muito críticas. Assim, o mais recente apelo do PSD para se ouvirem os argumentos dos moradores de Belém, na sessão pública, parece ter surtido efeito. Fernando Medina, o presidente da autarquia da capital, decidiu esta sexta-feira de manhã adiar o processo de votação da proposta que prevê a construção de um empreendimento, focado no programa de renda acessível, no Alto do Restelo.

Para o vereador do PSD João Pedro Costa, o autarca de Lisboa “foi sensível aos argumentos” dos sociais-democratas. E o que pedia o PSD? Que se ouvisse primeiro os moradores na sessão pública desta sexta-feira à tarde, antes de se submeter a proposta a votação.

Os sociais-democratas contestam a solução prevista para aquela zona de Lisboa, e os moradores já escreveram uma carta à Câmara, alegando que se trata “da maior muralha de betão mesmo nas franjas do Parque Florestal do Monsanto”.

A versão inicial previa edifícios de 15 pisos, mas a Câmara de Lisboa recuou e apresentou nova proposta com prédios de oito pisos, reduzindo de 629 para 578 apartamentos (70 por cento dos quais para o programa de renda acessível).

Agora, além da sessão pública camarária desta sexta-feira, há também uma reunião privada da autarquia no dia 27 de Julho. Mas, a proposta para o Alto do Restelo não consta da agenda. Por isso, ainda não há data para nova avaliação do projecto.

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