Marcelo volta a defender aprovação do OE: “Não se trata de ceder nos princípios”

Presidente da República apelou a “esforço de concertação” dos partidos políticos para aprovarem o Orçamento para 2022, considerando que se trata de “uma oportunidade única” devido à chegada dos fundos europeus.



O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou esta quinta-feira a defender a aprovação do Orçamento do Estado para 2022, considerando que este representa uma “oportunidade única” para o país devido aos fundos europeus que entrarão na economia portuguesa.

“Queremos uma democracia que, em cada momento, saiba aproveitar oportunidades, sobretudo quando elas são únicas, e esta é uma oportunidade única”, declarou o chefe do Estado, referindo-se ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao OE2022, que considera fundamentais na “reconstrução” de Portugal depois da pandemia.

Na inauguração da ampliação do Centro de Distribuição da Sonae, em Vila Nova da Rainha, concelho da Azambuja, Marcelo defendeu ainda ser necessário um “esforço de concertação, de entendimento, de conjugação de iniciativas”, que está a ocorrer “um pouco por todo o país”.

O chefe do Estado desejou então “que o mesmo esforço haja naqueles que têm responsabilidades políticas”, considerando que “não se trata de ceder nos princípios ou de recuar naquilo que é a visão de cada qual para o futuro do país”.

Horas mais tarde, numa visita à Escola Secundária Mães d’Água, na Amadora, o Presidente da República voltou ao tema para dizer que a “a faca e o queijo estão nas mãos dos partidos” e que quis ser preventivo ao avisar que um chumbo do Orçamento conduzirá provavelmente a eleições antecipadas. “As pessoas são livres de optar. Em democracia, a última palavra sobre o Orçamento é a palavra dos partidos. Eu limitei-me a lembrar: se querem um caminho, é assim; se querem outro caminho, é diferente. Escolham”, explicou.

“Haverá crise se os partidos entenderem que há razões para provocar essa crise, porque entendem que é melhor chumbar o Orçamento – ao contrário do que eu penso que é natural – e avançar por um caminho completamente diferente”, declarou ainda, concluindo: “Enfim, naturalmente que a faca e o queijo estão nas mãos dos partidos políticos, são eles que vão votar o Orçamento.”

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