Iniciativa Liberal pede ao Tribunal de Contas que audite a nacionalização da TAP

Objectivo do partido liderado por João Cotrim Figueiredo é “parar imediatamente as injecções de dinheiro dos contribuintes” na companhia aérea e “retirar o Estado” da gestão da mesma.



A Iniciativa Liberal vai pedir ao Tribunal de Contas que audite o processo de nacionalização da TAP, com o objectivo de “parar imediatamente as injecções de dinheiro dos contribuintes” na companhia aérea. “A Iniciativa Liberal quer parar imediatamente as injecções de dinheiro dos contribuintes na TAP, retirar o Estado da TAP, e vai pedir ao Tribunal de Contas uma auditoria ao processo de nacionalização da companhia”, lê-se no comunicado do partido enviado às redacções.

A TAP foi o tema central da manhã do quarto dia de campanha para as eleições legislativas de 30 de Janeiro. Durante uma acção de campanha no aeroporto de Lisboa, o dirigente liberal distribuiu cheques fictícios no montante de 1200 euros, à ordem da TAP, explicando que aquele valor é o que uma família portuguesa de três pessoas paga do seu bolso para a TAP não falir – valor completamente “imoral”.

“O que nós defendemos é que, neste momento, qualquer euro que seja investido na TAP seja sujeito a escrutínio no Parlamento, que a privatização seja preparada de imediato, de uma forma responsável, para não prejudicar os interesses dos contribuintes e que o processo de nacionalização ocorrido desde 2020 seja sujeito a uma auditoria do Tribunal de Contas”, afirmou João Cotrim Figueiredo, explicando: “Este é o cheque que cada família portuguesa vai entregar à TAP para compensar aquilo que vai ser enterrado na companhia nos próximos anos.”

Apontando críticas ao governo do PS, nomeadamente ao ministro das Infra-Estruturas, Pedro Nuno Santos, Cotrim Figueiredo considerou que o Estado deveria ter uma estratégia de saída da TAP, seja através do mercado de capitais, seja através de parceiros de negócio. Dizendo que não poderia ter entrado numa aventura destas “sem qualquer noção”, o liberal sublinhou, contudo, ser “típico” da forma como Pedro Nuno Santos olha para estes problemas. “Atira-se com enorme confiança, batendo no peito, mas não faz ideia do que está a fazer e acaba por gerar este problema enorme aos contribuintes portugueses”, rematou.

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