Inês Sousa Real: “Não aceito este tipo de ameaças execráveis”

Inês Sousa Real, porta-voz do PAN, foi vítima de uma ameaça de morte nas redes sociais. Vai fazer queixa-crime e promete que não se calará.



A porta-voz do PAN já tinha recebido ameaças à sua integridade física nas redes sociais, mas nunca a versão- -limite do “vais ser morta”. Inês Sousa Real decidiu fazer uma queixa-crime no Ministério Público e divulgar o ataque de que foi alvo “porque é importante que as pessoas saibam ao que é que nós, mulheres, estamos sujeitas em sociedade quando assumimos determinado tipo de funções”.

“Não aceito nem tolero este tipo de ameaças, que são absolutamente execráveis na nossa sociedade. Não poderia ficar calada perante isto. (...) Nem que me ameacem de morte, não deixarei de defender aquilo em que acredito, porque o faço pelo respeito pelo outro”, afirmou a também deputada do PAN ao NOVO.

Uma ameaça é sempre grave, seja contra quem for, e inaceitável. Mas, Inês Sousa Real considera que “as pessoas tendem a ter uma imagem negativa da política”. Por isso, também é importante “que saibam qual é o reverso da medalha” a que estão sujeitos os políticos na defesa dos seus ideais. A ameaça era clara: “Ó p***, mete-te a pau com o que o dizes senão vais ser morta.” Inês Sousa Real não sabe de quem é e até admite que se trate de um perfil falso.

No passado, também foi confrontada com o mesmo quando foi alvo de ameaças à sua integridade física. A parlamentar não sabe também os motivos para estas reacções, mas reconhece que passou a ser um alvo quando assumiu funções de porta-voz do PAN. E, sempre que se fala em alguns temas, nomeadamente a tauromaquia ou a caça, ou até mesmo a questão dos impostos para a pecuária, “a verdade é que, apesar de não saber qual é a origem, (porque alguns destes perfis são falsos), quando há declarações deste teor, vêm as ameaças. E ameaças que têm um carácter profundamente misógino”, declara a deputada.

A queixa, que segue para o Ministério Público, tem por base um crime de injúrias, de ameaça e coacção, agravado por se destinar a um titular de cargo público.

Ler mais
PUB