“Governo está disponível para negociar” OE, garante Mariana Vieira da Silva

Ministra da Presidência diz que proposta do Governo “responde a muitas das preocupações que têm sido sinalizadas” pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda.



A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, garante que o Governo está disponível para negociar o Orçamento do Estado (OE) para 2022 tanto com o PCP como com o Bloco de Esquerda, os dois ex-parceiros de geringonça, que já afirmaram ir votar contra a proposta do Executivo se não forem feitas as alterações que defendem.

“Temos de estar disponíveis para negociar, e o Governo está”, disse em entrevista ao Público e à Renascença, na qual deu continuidade àquilo que também foi defendido pelo ministro das Finanças, João Leão, na apresentação do OE. “O OE responde a muitas das preocupações que têm sido sinalizadas pelos dois partidos, pelo PCP e pelo BE. A nossa expectativa é que – sendo este um OE que responde às expectativas do país – possa ser aprovado depois dessa negociação”, declarou, reforçando: “Não me parece que se possa dizer que este OE não responde àquelas que são as prioridades dos partidos. Há um caminho a fazer para o qual, volto a dizer, estamos completamente disponíveis.”

Contas seguras foi outra ideia de João Leão repetida por Mariana Vieira da Silva. “Desde 2015, é claro que, para nós, um OE só é bom se for feito num cenário de contas públicas equilibradas”, defendeu a ministra, não deixando de sublinhar que “num país com uma dívida como aquela que Portugal tem, tem de haver uma trajectória de descida dessa dívida.”

Esta quarta-feira, o Presidente da República pressionou os partidos a aprovarem o OE, considerando que a alternativa “é pesada e custosa”. Marcelo é da opinião que, em caso de chumbo, “dificilmente o Governo podia continuar a governar com o OE deste ano dividido por 12 e sem os fundos europeus previstos na proposta para 2022”. Assim, “o mais natural seria a convocação de eleições antecipadas. Ir a votos significa 60 dias entre a convocação e a realização do acto eleitoral. Como não podia haver eleições no fim do ano, entre o Natal e o Ano Novo, as mesmas ficariam para Janeiro. Esta data significaria novo Governo em Fevereiro e novo Orçamento em Abril. Ou seja, seis meses de paragem na nossa sociedade, na nossa economia e em muitos fundos europeus”, detalhou em declarações aos jornalistas no final de uma visita à nova casa da Ajuda de Berço, em Lisboa.

Ler mais
PUB