Geringonça de direita? Só se o PSD vencer as legislativas

CDS testou ideia de se gerar uma maioria de centro-direita à semelhança do que fez a esquerda em 2015, mesmo sem o PSD vencer as eleições. Entre sociais-democratas, porém, as contas não são bem estas. É tudo uma questão de matemática.



A campanha eleitoral para as legislativas de 30 de Janeiro vai entrar na fase decisiva (sobretudo para convencer os indecisos). E no PSD, a tese que tem sido lançada pelo líder do CDS-PP sobre a governabilidade ser garantida desde que haja uma maioria de direita no Parlamento (mesmo que o PSD não ganhe as eleições) não tem tracção entre os sociais-democratas. “Só há maioria de direita se o PSD ganhar”, ouviu o NOVO de uma destacada fonte social-democrata.

Ora, segundo outra fonte do PSD, matematicamente, a tese do CDS de se criar uma geringonça de direita, como o PS fez com a esquerda em 2015, “é difícil”. Porquê? Porque se o PS ganhar, mesmo sem maioria absoluta, “a maioria pode existir sempre” do lado da esquerda. Isto é, será difícil que a soma de PSD, IL e CDS seja suficiente para superar o número de mandatos da esquerda. O Chega não entra na equação da maioria dos dirigentes do PSD (Rui Rio tem afastado André Ventura dos vários cenários de governabilidade).

Além disso, Rui Rio já disse por diversas vezes que se o PS ganhar eleições (sem maioria absoluta), o PSD estará disponível para alguns entendimentos em nome da governabilidade e estabilidade. O PSD tem assumido essa disponibilidade, desafiando os socialistas a garantir reciprocidade, caso os sociais-democratas vençam as eleições – sem êxito.

O PSD tem a campanha a todo o vapor e este sábado é expectável que o antigo líder parlamentar Luís Montenegro (ex-adversário de Rui Rio) entre em campo no périplo do líder laranja pelo distrito de Aveiro.

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