Eutanásia. André Ventura diz que despenalização “não cabe a 230 deputados”

Num tweet publicado minutos depois desta decisão, o líder do Chega considerou que é um “erro grave” a despenalização da eutanásia e sublinhou que “esta é uma decisão que cabe ao povo português e não a 230 deputados”. O texto final, que tem por base os projetos de lei apresentados por PS, IL, BE e PAN, segue agora para a votação final global, que deverá ocorrer na sexta-feira, em plenário.



André Ventura, presidente do Chega, manifestou-se esta quarta-feira contra a aprovação em Comissão do texto final, que tem por base os projetos de lei para a despenalização da eutanásia apresentados por PS, IL, BE e PAN.

Num tweet publicado minutos depois desta decisão, o líder do Chega considerou que é um “erro grave” a despenalização da eutanásia e sublinhou que “esta é uma decisão que cabe ao povo português e não a 230 deputados”.

O texto final sobre a despenalização da morte medicamente assistida foi hoje aprovado na especialidade, com votos contra de Chega e PCP, e abstenção do PSD, depois de os sociais-democratas terem tentado um novo adiamento.

A votação do texto na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, contou com os votos a favor de PS, IL e BE.

Na comissão parlamentar, a deputada social-democrata Paula Cardoso ainda apelou aos deputados presentes para que a votação fosse adiada por uma semana devido ao facto de estar agendada para hoje à tarde uma conferência de líderes extraordinária para discutir o projeto de resolução do PSD que propõe um referendo sobre a despenalização da eutanásia, mas este apelo mereceu a oposição do PS, BE e Iniciativa Liberal.

O texto final, que tem por base os projetos de lei apresentados por PS, IL, BE e PAN, segue agora para a votação final global, que deverá ocorrer na sexta-feira, em plenário.

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