“É preciso que não se irritem, porque o PRR é mesmo um plano do país”, diz Costa

Primeiro-ministro nega que Plano de Recuperação e Resiliência seja um projecto do PS, respondendo a críticas de Rui Rui e Jerónimo de Sousa.



O primeiro-ministro, António Costa, não deixou os críticos sem resposta e garantiu, esta terça-feira, que o Plano de Recuperação e Resiliência não é um projecto do Partido Socialista mas um projecto de todo o país, apelando a que “quem se irrita muito” quando o próprio fala do plano que deixe de se irritar.

“Eu sei que há quem se irrite muito quando nós falamos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas é preciso que não se irritem, porque o PRR não é um plano do PS, (...) é mesmo um plano do país, que hoje está disponível para todos os portugueses, para todas as portuguesas, para todas as empresas, para todos os municípios, para as todas as universidades, para todas as IPSS utilizarem esses recursos”, afirmou o secretário-geral socialista, numa acção de campanha com o candidato da coligação Viva Areiro (PS/PAN).

Antes destas declarações, o líder do PSD, Rui Rio, tinha voltado a criticar Costa, reiterando que “não é correcto misturar na campanha a função de primeiro-ministro com a de secretário-geral do PSD” ao falar dos milhões do PRR. Também o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o primeiro-ministro de “chantagear os eleitores” com promessas milionários e de utilizar o PRR “como uma cenoura” para transferir para as autarquias encargos que deveriam ser do Estado central.

No seu discurso, Costa defendeu ainda a necessidade dos portugueses continuarem a ser excepcionais, agora que se aproxima uma momento de normalidade. “E temos mesmo de ser excepcionais num momento de normalidade, porque nós temos muito pouco tempo para conseguirmos utilizar bem, com transparência, com rigor, sem a menor suspeita de corrupção, as verbas que nos são disponibilizadas, e que só nos são disponibilizadas agora e por um período muito curto”, declarou.

Para o secretário-geral do PS, é preciso o país começar a fixar-se “no futuro” e, como tal, as autarquias serão “absolutamente centrais” porque irão ter “mais competências do que têm tido até agora” devido ao pacote de descentralização. “É por tudo isto que os municípios são fundamentais e que as próximas eleições não são mais umas eleições, porque são as eleições onde vamos eleger as câmaras com poderes que as câmaras nunca tiveram até agora”, salientou.

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