Demissão de Cabrita “peca por tardia”, diz Ventura

O líder do Chega reagiu à demissão de Eduardo Cabrita e deixou recado a Costa. Para André Ventura, “as mentiras” em torno do acidente “ficaram expostas com a acusação do Ministério Público”.



André Ventura reagiu, esta sexta-feira, à demissão do ministro da Administração Interna, considerando que a mesma “peca por tardia”. “Esta demissão já deveria ter acontecido há muito tempo”, defendeu o líder do Chega.

À margem da conferência de imprensa em que desvendou alguns dos nomes que vão integrar as listas eleitorais do partido nas legislativas, o deputado defendeu que o Chega “suspeita” que a demissão de Eduardo Cabrita “foi uma exigência de António Costa, que percebeu o desastre e o grau nocivo que Cabrita poderia representar para as eleições de 30 de Janeiro e fez o que já deveria ter feito há muito tempo: exigir a demissão”.

Na sequência das informações que chegaram hoje a público quanto ao caso, Ventura defendeu que “as mentiras” em torno do acidente “ficaram expostas com a acusação do Ministério Público e mostram o tipo de ministro da Administração Interna que tivemos nos últimos anos”.

O líder do Chega espera que “António Costa não cometa os mesmos erros se for eleito primeiro-ministro” e que, “qualquer que seja o governo da próxima legislatura, não volte a ter ministros como Eduardo Cabrita”.

Horas depois de ter sido conhecido o despacho do Ministério Público, que acusou o motorista de Cabrita de homicídio negligente, o ministro da Administração Interna apresentou a demissão, para evitar “aproveitamento político” que prejudique Governo, António Costa e o PS.

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